A fábrica 3 da empresa Semeato, localizada na vila Vera Cruz, foi arrematada em leilão pelo valor de R$ 15,2 milhões. O pagamento será através de uma entrada de R$ 7,5 milhões, e mais 12 parcelas de R$ 648 mil. O dinheiro será destinado ao pagamento de dívidas trabalhistas referente ao plano de recuperação judicial aprovado em assembleia geral realizada em maio de 2023 e homologada pela Justiça.
Conforme a proposta acordada, a empresa já quitou duas parcelas de R$ 10 mil cada. Na primeira, foram pagos 1.923 credores, totalizando R$ 18 milhões. Na segunda parcela, o Grupo pagou 1.674 credores, no valor de R$ 15,8 milhões. De acordo com o advogado Gilvar Paim, da administradora judicial do processo, ainda restam 176 (cento e setenta e seis) credores não pagos, em razão da ausência de envio de dados bancários ou de outras circunstâncias.
Em relação ao dinheiro arrecadado com a venda do imóvel em Coxilha, Gilvan afirmou que foram contemplados 1.502 credores, com o total de R$ 4,8 milhões pagos. Quanto aos 71 credores que não disponibilizaram seus dados bancários, os respectivos valores permanecem devidamente reservados. Considerados todos os pagamentos, o Grupo Semeato já pagou R$ 38.777.208,41 aos credores trabalhistas.
De acordo com o advogado, Júlio César Pacheco, que representa alguns credores, o plano prevê a quitação de todos os débitos até a metade de agosto deste ano. “Caso o grupo não consiga arrecadar todo o valor com a venda dos bens, deverá fazer um rateio pagando no mínimo até 150 salários mínimos para os credores, dependendo do crédito. Quem tem valor menor aos 150 salários terá a quitação do débito. Já os demais ficarão com saldo para ser pago através de um novo plano de recuperação”, afirma.
Gilvan diz que esta questão relativa aos créditos trabalhistas até 150 salários-mínimos deverá ainda ser decidida pelo Juízo da Recuperação Judicial, inclusive no tocante à exigência de tal comprovação como requisito para o encerramento do processo. Considerados todos os pagamentos, o Grupo Semeato já pagou R$ 38,7 milhões aos credores trabalhistas.



