Os radares de velocidade das rodovias federais estão desligados desde a última sexta-feira (1º), em todo o Brasil. Em Passo Fundo, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) confirmou que os equipamentos da BR-285 — que corta o perímetro urbano do município — estão fora de operação.
Atualmente, o município conta com 10 controladores de velocidade distribuídos em sete pontos: dois no bairro São José, dois no Panorâmico e mais seis nos acessos aos bairros São José, Vera Cruz e Zachia. Segundo Adalberto Jurach, coordenador do DNIT em Passo Fundo, a decisão partiu de Brasília, e o órgão local não tem autonomia para manter os equipamentos em funcionamento.
Posicionamento da PRF
O chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Passo Fundo, Eduardo Dalla Corte Tofoli, afirma que a fiscalização exigirá atenção redobrada.
“A PRF já está ciente de que boa parte dos radares fixos não está funcionando. Nosso trabalho continuará com fiscalização de velocidade por meio de radares portáteis, principalmente em trechos críticos. Vamos reforçar essa ação para garantir a segurança”, explica.
Corte orçamentário e impactos
O desligamento dos radares ocorre devido à falta de recursos do Governo Federal para manter o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, gerido pelo DNIT. O orçamento previsto para 2025 sofreu um corte de quase 90%, o que inviabilizou a manutenção dos equipamentos.
A medida preocupa especialistas, já que os radares são fundamentais para evitar acidentes e coibir excessos de velocidade, especialmente em trechos perigosos. Nas rodovias federais do país, estima-se que mais de 34 mil pessoas morram anualmente em acidentes de trânsito — e os controladores de velocidade ajudam a reduzir esse número.
Situação nas rodovias pedagiadas
Em rodovias concedidas à iniciativa privada, como BR-386, BR-101 e Freeway, os radares permanecem ativos, pois são de responsabilidade das concessionárias. Entidades do setor já avisaram que, se os equipamentos não forem religados em breve, podem acionar a Justiça contra o Governo Federal.



