Programa “Chega Junto” da Corsan prevê 18 mil km de novas redes de esgoto até 2033

Corsan reuniu prefeitos, gestores e empreiteiros na UPF para detalhar a iniciativa

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O encontro marcou o início de um ciclo de conversas que a companhia pretende levar a todas as regiões do Estado - Foto: Liliana Crivello/ONO encontro marcou o início de um ciclo de conversas que a companhia pretende levar a todas as regiões do Estado - Foto: Liliana Crivello/ON
O encontro marcou o início de um ciclo de conversas que a companhia pretende levar a todas as regiões do Estado - Foto: Liliana Crivello/ON
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A Corsan promoveu, na tarde de ontem (4), no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo (UPF), uma reunião ampliada com empreiteiros, gestores públicos e representantes de entidades da região para apresentar o “Chega Junto”, novo programa estruturado pelo Grupo Aegea para expandir e acelerar obras de saneamento básico no Rio Grande do Sul. O encontro reuniu cerca de 30 prefeitos de diferentes regiões e marcou o início de um ciclo de conversas que a companhia pretende levar a todas as regiões do Estado.

De acordo com a Companhia, a proposta do “Chega Junto” é criar um modelo contínuo de articulação entre a Corsan, empreiteiras e profissionais locais, estabelecendo uma rede ampliada de fornecedores com regras de contratação simplificadas, padronização técnica e previsibilidade de obras. A intenção é garantir que o Estado consiga atender às metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033.

Investimentos e metas

Durante a apresentação, a direção da Corsan revelou números que mostram a dimensão do plano: estão projetados 18 mil quilômetros de novas redes de esgoto, mais de 2 milhões de novas ligações domiciliares e um investimento total de R$ 15 bilhões até 2033 em obras, estrutura, equipamentos e modernização de processos — um dos maiores pacotes de investimentos do setor no país.

Os gestores reforçaram que, para cumprir o Marco Legal, o Rio Grande do Sul precisa ampliar de forma acelerada sua cobertura de coleta e tratamento. Hoje, o Estado apresenta índices superiores à média nacional, mas ainda insuficientes para cumprir o prazo de 2033. Municípios de médio porte, como Passo Fundo, seguem avançando, mas localidades menores ainda carecem de infraestrutura.

Economia regional e impacto direto nos municípios

A diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, reforçou que o programa também tem impacto socioeconômico. “A participação de empreiteiras, trabalhadores e fornecedores da própria região é estratégica, porque mantém o ritmo das obras e, ao mesmo tempo, devolve à comunidade parte do valor investido. Cada quilômetro de rede exige materiais, equipamentos, mão de obra, logística e prestação de serviços. É desenvolvimento que se transforma em emprego e renda”, disse.

Ela destacou ainda que o programa cria oportunidades para pequenas e médias empresas, que poderão se credenciar e atuar em diferentes frentes: abertura de valas, assentamento de tubulações, recomposição de pavimento, fabricação e fornecimento de materiais, engenharia, topografia e serviços complementares.

Geração de emprego e qualificação profissional

O secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, ressaltou o impacto econômico e social do programa, destacando que o volume de obras previsto deve resultar em uma demanda intensa por mão de obra qualificada em todo o Rio Grande do Sul. “Com o Marco do Saneamento, a Corsan tem a obrigação legal de garantir que, até 2033, 90% do esgoto esteja coletado e tratado. Isso só será possível com um grande esforço conjunto. Por isso, esse programa é tão importante: ele vai gerar milhares de postos de trabalho e abrir espaço para empreendedores locais”, afirmou.

Sossella destacou que há oportunidades reais para quem atua em serviços básicos de infraestrutura. “Estamos falando com quem tem retroescavadeira, quem abre valas, quem instala tubos, quem faz recomposição de solo e pavimento. São serviços essenciais para esse pacote de obras. A Corsan está buscando exatamente esse tipo de profissional e de empresa”, ressaltou.

O secretário afirmou também que a estimativa é que o programa demande, inicialmente, entre 6 mil e 8 mil trabalhadores diretos, além de impactar um número ainda maior de empregos indiretos em transporte, comércio, alimentação, alojamento e diferentes serviços. Para atender a essa demanda, a secretaria está ampliando os programas de capacitação profissional.

Proximidade com fornecedores

O gestor de Relações Institucionais da Corsan, Aldonir Santi, reforçou durante o encontro a importância de ampliar a rede de empresas parceiras, especialmente aquelas que já atuam ou desejam atuar nas regiões onde as obras estão sendo executadas. Segundo ele, a estratégia é essencial para o cumprimento dos prazos e metas definidas pela legislação.

“Temos um volume gigantesco de obras para executar e precisamos de empresas parceiras que nos ajudem a cumprir o novo Marco Legal do Saneamento. Até 2033, precisamos universalizar o sistema, chegando a 90% de coleta e tratamento. Isso envolve muita obra. Por isso estamos convocando as empresas para conhecer o programa, fazer o pré-cadastro e, logo adiante, já estarem aptas a firmar contratos e executar essas obras, que são fundamentais para a saúde, para o meio ambiente e para toda a sociedade”, afirmou.

Santi destacou também a diferença entre a realidade de Passo Fundo e a do restante do Estado. “Em Passo Fundo, vamos fechar o ano com 53% de esgoto coletado e tratado, um índice muito acima da média do Estado, que é de apenas 25%. Há municípios que têm zero. Vamos precisar partir do zero para chegar a 90% em um espaço muito curto de tempo”, disse.

Ciclo de reuniões

A etapa realizada em Passo Fundo abre uma série de encontros que devem ocorrer em diferentes regiões do Estado. A intenção é apresentar o programa, tirar dúvidas sobre credenciamento de fornecedores, reforçar critérios técnicos e ampliar a rede de empresas aptas a participar das obras.

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