Vendas de carros elétricos aumentaram 38% em Passo Fundo no último ano

O município aparece na 5ª posição do ranking estadual de vendas acumuladas

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Em Passo Fundo, são 36 eletropostos disponíveis  - Foto: DivulgaçãoEm Passo Fundo, são 36 eletropostos disponíveis  - Foto: Divulgação
Em Passo Fundo, são 36 eletropostos disponíveis - Foto: Divulgação
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Passo Fundo vem se consolidando como uma das principais referências em mobilidade elétrica no interior do Rio Grande do Sul. O município aparece atualmente na 5ª posição no ranking estadual de vendas acumuladas de carros elétricos, com 1.146 mil veículos comercializados desde o início do levantamento, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Somente em 2025, Passo Fundo ocupou a 7ª colocação entre os municípios gaúchos que mais venderam veículos elétricos, com 552 unidades comercializadas ao longo do ano. O número representa um crescimento superior a 38% em relação a 2024, índice que evidencia o avanço consistente desse mercado e o aumento do interesse da população por alternativas mais sustentáveis e econômicas de transporte.

No cenário estadual, Porto Alegre segue na liderança isolada, com mais de 10 mil veículos elétricos vendidos. Ainda assim, cidades como Passo Fundo, ganham protagonismo ao combinar crescimento nas vendas e expansão da infraestrutura.

Infraestrutura acompanha avanço da frota

O crescimento da frota elétrica em Passo Fundo ocorre em paralelo à ampliação da rede de recarga. O Rio Grande do Sul é atualmente o 3º estado do Brasil com maior número de eletropostos, somando 1.455 pontos de recarga em operação. Em Passo Fundo, são 36 eletropostos disponíveis, número que garante à cidade a 8ª posição no ranking estadual de infraestrutura.

A concentração de eletropostos no Sul do país favorece deslocamentos intermunicipais e até viagens mais longas, ampliando o uso desse tipo de veículo para além do trajeto urbano.

Economia no dia a dia

Mais do que uma tendência tecnológica, a mobilidade elétrica tem se mostrado uma alternativa financeiramente viável, especialmente para quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho. É o caso do motorista de aplicativo Tiago Fiorini, que fez a transição para um carro elétrico e afirma ter sentido rapidamente a diferença no bolso.

“Hoje, para realmente ter uma vantagem financeira nas corridas em Passo Fundo, o carro elétrico te dá uma vantagem muito maior do que um carro a combustão”, afirma. Segundo ele, dentro da realidade econômica das corridas por aplicativo na cidade, a escolha pelo veículo elétrico faz a diferença no fechamento das contas no fim do mês.

De acordo com o motorista, a economia com combustível chega a cerca de 80% em comparação com veículos a combustão. “Se eu fosse comparar, o meu carro roda algo em torno de 45 km a 48 km com o equivalente a um litro de gasolina. Um carro a combustão de entrada faz cerca de 15 km por litro na cidade”, explica.

Custos

Outro fator decisivo está no custo da recarga. Tiago conta que carrega o veículo principalmente em casa, pagando entre R$ 25 e R$ 30 por uma carga completa. “Com esse valor, eu consigo rodar praticamente tudo o que preciso. Para ter a mesma rodagem com gasolina, eu gastaria mais de R$ 100”, relata. Mesmo utilizando eletropostos públicos, o custo, segundo ele, varia entre R$ 50 e R$ 60, ainda assim inferior ao gasto com combustíveis fósseis.

A manutenção também pesa a favor dos elétricos. Enquanto veículos a combustão exigem revisões a cada 10 mil quilômetros, com troca de óleo, filtros e outros componentes, os carros elétricos demandam menos intervenções. “O meu carro não tem motor a combustão nem câmbio que precise de manutenção. A cada 20 mil quilômetros, basicamente troco o filtro do ar-condicionado e faço uma checagem da suspensão”, afirma.

Segundo Tiago, uma revisão básica de um carro a combustão pode custar entre R$ 800 e R$ 1 mil, enquanto a manutenção do seu veículo elétrico gira em torno de R$ 350. Mesmo revisões mais completas, como a troca do fluido de refrigeração da bateria, mantém o custo abaixo do que seria gasto em manutenções frequentes de veículos tradicionais ao longo do ano.

Conforto e menor desgaste físico

Além da economia financeira, o motorista destaca um benefício que vai além dos números: o conforto. “Eu rodo de oito a dez horas por dia. O carro elétrico não tem ruído de motor, não tem vibração e nem troca de marcha. Chego em casa muito menos cansado”, conta. Para quem passa longos períodos ao volante, a redução do desgaste físico e mental acaba impactando diretamente no rendimento do trabalho.

Na avaliação de Tiago Fiorini, ao somar economia, conforto e infraestrutura disponível, o carro elétrico se torna uma opção ideal para motoristas de aplicativo, independentemente do tamanho da cidade. “Juntando todos esses prós, o carro elétrico acaba sendo o carro perfeito para quem trabalha com aplicativo, e até para viagens, porque hoje já temos muitos eletropostos espalhados pelo Sul e Sudeste”, conclui.

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