A primeira edição do Festival dos Trabalhadores encerrou com o canto das principais faixas da banda Chimarruts, atração principal do evento em Passo Fundo. Com 30 expositores da economia popular e solidária, dois palcos e onze atrações artísticas, o Festival reuniu, ao longo da sexta-feira (1), cerca de 5 mil pessoas no Parque da Gare.
Neste ano, as centrais sindicais optaram por uma atividade cultural, que colocasse as bandeiras de luta no meio da população. Como comenta a representante estadual da CUT-RS, Teresinha Perissinotto, o público da cidade superou as expectativas. “Eu tô emocionada. As músicas, o compromisso dos artistas que estiveram aqui com a luta da classe trabalhadora. Tá maravilhoso e, se Deus quiser, ano que vem vamos repetir maior ainda.”.
Migrando do tradicionalismo e MPB até pagode e o blues, a música atendia o gosto de todos que resolvessem chegar até o parque onde o evento aconteceu. Para a artista Julia Helen, que subiu ao palco com um repertório de pop, hip-hop, R&B e uma equipe quase toda feminina, a importância está em ocupar os espaços. “Como eu falei no show, a caminhada não é de hoje. Eu fico muito honrada em fazer parte desse grande Festival e eu fiquei muito emocionada que eles colocaram no folder a frase da minha música ‘mexeu com uma mexeu com todas’, porque, como eu falei é uma luta de todos nós, não só das mulheres.”.
E, além da música, o teatro também embalou a tarde. Ator há mais de quatro décadas o artista passo-fundense, Guto Pasini, também celebra a participação do Grupo Ritornelo de Teatro na programação. “É muito importante a presença aqui, porque valoriza os artistas locais, já que essa é a nossa grande luta, contra essa escala 6x1 que nos escraviza. E se produz arte em toda parte, então também é legal ser valorizado como aqueles nomes mais renomados de fora daqui.”. Ele ainda complementa ao pontuar que todo artista é inquieto e questionador, e que isso é uma motivação para a arte.
“Não existe nada no mundo que não foi construído pela mão do trabalhador”, foi com essas palavras que o representante da CUT Regional Planalto, Dário Delavy antecedeu a chegada da banda final do Festival. Na última manifestação antes da atração principal, os representantes sindicais reiteraram, no palco, aquilo que era o mote principal do dia: a luta pelo fim da escala 6x1 e pelo fim dos feminicídios no Rio Grande do Sul. Com a combinação perfeita entre a arte e a política, o Festival celebrou durante o 1º de maio não só a força da classe trabalhadora, mas, em especial, sua busca por direitos e qualidade de vida


