Categorias se unem em ato

Passo Fundo integrou movimento nacional contra medidas do governo Temer

Por
· 2 min de leitura
Cerca de 1.500 trabalhadores de diversas categorias se mobilizaram contra a reforma previdenciária, falta de investimentos em saúde e educação e a precarização dos serviços e empresas públicos.Cerca de 1.500 trabalhadores de diversas categorias se mobilizaram contra a reforma previdenciária, falta de investimentos em saúde e educação e a precarização dos serviços e empresas públicos.
Cerca de 1.500 trabalhadores de diversas categorias se mobilizaram contra a reforma previdenciária, falta de investimentos em saúde e educação e a precarização dos serviços e empresas públicos.
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

A sexta-feira (11) foi marcada por protestos. Em todo o Brasil diversas categorias paralisaram suas atividades em um movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, com apoio de movimentos sociais que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e várias entidades da sociedade civil que têm se posicionado contra a retirada de direitos.
Em Passo Fundo, a mobilização tomou conta das ruas centrais desde o início da manhã. Entidades representativas de diferentes categorias, entre elas agricultores, professores e trabalhadores em geral, policiais civis, movimentos sociais, estudantes e indígenas se manifestaram contra as medidas adotadas pelo governo federal nas áreas da saúde, educação, direitos trabalhistas e previdenciários e ainda relacionadas à exploração do petróleo no pré-sal. Ainda na madrugada, manifestantes impediram a saída dos coletivos urbanos das garagens das empresas.
O ato principal teve início na Praça Tochetto e passou por locais como o Fórum de Passo Fundo, a Justiça do Trabalho e a agência do INSS. Ao longo do trajeto, que passou pela Avenida Brasil e outras ruas da área central, houve alguns pontos em que o trânsito chegou a ficar interrompido. À tarde, os trabalhadores se concentraram na Praça do Teixeirinha. Nos pronunciamentos as manifestações eram contrárias às PECs 55 e 241, reivindicavam ainda contra as mudanças dos critérios de aposentadoria, contra a falta de investimentos em saúde e educação e a precarização dos serviços e empresas públicos.
De acordo com a Coordenadora Geral da Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Cleonice Back, a mobilização reuniu em torno de 1.500 pessoas representantes de todas as categorias de trabalhadores urbanos e também ligados à agricultura familiar que estão preocupados com a pauta que está em discussão. No caso dos agricultores, a principal preocupação é em relação à questão da reforma previdenciária e à PEC 241. “Eu acho que são as grandes preocupações de toda a classe trabalhadora. Por isso, a nossa mobilização foi muito positiva porque conseguimos reunir muitas categorias e trabalhar essa questão da unidade da luta dos trabalhadores do campo e da cidade”, destacou. Ainda segundo Cleonice, o encerramento da mobilização teve como foco a continuação da luta e da resistência. “Todos que participaram desse ato assumiram o compromisso de voltar para a luta quando fosse necessário. Nosso próximo passo agora é, a partir dos movimentos do governo, ir pensando as novas ações, as novas lutas, as novas mobilizações”, comentou.
Quem também avaliou como positivo o dia de mobilizações foi o Dirigente do Centro Municipal de Professores de Passo Fundo (CMP), Eduardo Albuquerque. “Hoje nós demos uma demonstração de que nós estamos atentos. Conseguimos mobilizar mais de 40 escolas e isso é muito significativo”, ressaltou.
Segundo Albuquerque, um novo momento de luta e, possivelmente, de mobilização nacional está marcado para os dias 24 e 25 de novembro, mas, a princípio, ainda não se fala em greve. “Tudo é um jogo em que nós vamos percebendo os movimentos que se fazem na Câmara de Deputados e no Senado e, a partir daí, nós tomamos as iniciativas. Tudo é possível nesse contexto. Em princípio, hoje, optamos por uma paralisação temporária, de 24 horas, mas possivelmente o movimento cresça e se faça uma greve maior, com maiores proporções, mas por enquanto ainda não existe nada determinado”, finalizou.

Gostou? Compartilhe