Plano de Qualificação deve representar avanços na cadeia leiteira nos próximos anos

Encontro realizado na UPF apresentou o guia orientativo do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL)

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A cadeia produtiva do leite deve apresentar, nos próximos anos, uma evolução significativa frente ao seu atual estágio de desenvolvimento. Dentre os motivos, está o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL), que visa atender às exigências das Instruções Normativas 76 e 77 do Mapa. O plano foi tema de encontro realizado na Universidade de Passo Fundo (UPF) na manhã de ontem, em uma promoção conjunta entre o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no RS, com o apoio da UPF.

O professor do curso de Medicina Veterinária, Fernando Piloto, destacou o papel da Universidade no desenvolvimento da qualidade da cadeia produtiva do leite. Ele lembrou que a UPF, por meio do Serviço de Análise do Rebanho Leiteiro (Sarle), e, futuramente, com o Centro de Diagnóstico e Pesquisa em Sanidade Animal (CDSA) – que auxiliará com relação ao controle da brucelose –, tem uma contribuição importante com o desenvolvimento da cadeia. Além disso, o desenvolvimento de pesquisa, por meio dos Programas de Pós-Graduação em Agronomia e em Bioexperimentação, é importante fonte de produção de conhecimento para a área.
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, explicou que o plano de qualificação do fornecedor de leite torna fundamental que a empresa esteja presente no dia a dia das propriedades, a fim de conhecer suas rotinas e identificar o cumprimento das instruções normativas. Para ele, o Plano será um divisor em relação à qualificação do produtor, além de abrir o mercado de trabalho para médicos veterinários e agrônomos. “Essas normas não vêm para excluir produtores, mas está colocando nas empresas uma responsabilidade que é fundamental para que possam acompanhar o dia a dia da produção e com essas aberturas de mercado ter qualidade e produtividade”, assegura.
Hoje, cerca de 90% do leite produzido no Brasil é destinado para o mercado interno. Uma das expectativas com a evolução do plano é a abertura do mercado internacional, além do oferecimento de produtos diferenciados no mercado brasileiro. O aumento da produtividade média por animal também é fator previsto e que proporcionará a sustentabilidade econômica das propriedades.
A geração de informações e a conectividade das propriedades também será fundamental para o desenvolvimento da cadeia. “Vamos viver, nos próximos anos, uma evolução muito mais rápida do que tivemos nos últimos 20 anos, tempo em que não avançamos tanto nesse processo de transparência, melhoria de produtividade e oferta de um mix maior de produtos”, aponta Palharini. A geração de informações também facilitará os sistemas de rastreabilidade que possibilitam que o consumidor final saiba de onde veio e por onde passou o produto que ele está consumindo.

Aplicativo PQFL
Durante o encontro, também foram apresentadas e avaliadas as funcionalidades do aplicativo Milk.Wiki. O app é um compilado de itens necessários para os produtores se adequarem às Instruções Normativas 76 e 77. Voltado aos laticínios, o aplicativo busca suprir as dificuldades das indústrias de gerenciar os indicadores e deficiências de cada propriedade, inclusive com a possibilidade de comunicação on-line do técnico do laticínio com produtor na sua propriedade rural.

 

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