IE ingressa com pedido de recuperação judicial

Tradicional grupo de educação busca reestruturar suas instituições de ensino

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Foto: Arquivo/Educação MetodistaFoto: Arquivo/Educação Metodista
Foto: Arquivo/Educação Metodista
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A Educação Metodista deu entrada, na sexta-feira (09), com uma cautelar antecedente à Recuperação Judicial no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). O tradicional grupo de educação busca a reestruturação de suas instituições de ensino superior e básica a fim de garantir a sustentabilidade. A cautelar é um mecanismo legal que garante proteção judicial para que a instituição em dificuldades financeiras possa se reorganizar e apresentar um plano de recuperação.

Com o pedido, as instituições metodistas de educação pretendem antecipar parte dos efeitos da recuperação judicial, conservando sua capacidade de operação e oferecendo proteção judicial a todos os seus credores.

Educação Metodista

A Educação Metodista inaugurou sua primeira unidade no Brasil em 1881 e sua escola mais antiga está localizada no Rio Grande do Sul. Atualmente, conta com 11 colégios e 6 instituições de ensino superior (2 universidades, 2 centros universitários e 2 faculdades), incluindo o instituto de educação em Passo Fundo, a rede educacional oferece 80 cursos presenciais e 25 cursos na modalidade EAD nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A instituição emprega cerca de 3 mil funcionários, dos quais 1.200 são docentes, e atende 19 mil alunos da educação básica ao ensino superior.

Desde 2015, a Educação Metodista vem enfrentando uma redução significativa do número de alunos, o que provocou um forte impacto na receita e o consequente desequilíbrio financeiro. A crise das instituições metodistas de educação teve início com a mudança nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e se acentuou com o cenário econômico de recessão dos últimos anos. A pandemia de Covid-19 agravou a situação da Educação Metodista.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o grupo educacional "adotou todas as medidas possíveis para reduzir perdas e preservar escolas e instituições de ensino superior", mas optou pela recuperação judicial a fim de manter suas atividades acadêmicas.

“Estamos confiantes de que a Recuperação Judicial poderá restabelecer a Educação Metodista, preservando nossa comunidade acadêmica e assegurando um ensino de qualidade para todos os nossos alunos. Por meio deste processo, também esperamos garantir proteção judicial a todos os nossos credores”, afirma Aser Gonçalves Junior, diretor de operações estratégicas da Educação Metodista.



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