“Torço pelo Brasil, mas quero que Marrocos ganhe”

Há 11 anos, o marroquino Hamza Rchid apostou em Passo Fundo e dá seu palpite para Brasil x Marrocos

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Hamza Rchid: “1 x 1 ou Marrocos 2 x 1” - Foto: LC Schneider-ONHamza Rchid: “1 x 1 ou Marrocos 2 x 1” - Foto: LC Schneider-ON
Hamza Rchid: “1 x 1 ou Marrocos 2 x 1” - Foto: LC Schneider-ON
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Marrocos está localizado no Norte da África. Pelo estreito de Gibraltar, fica a apenas 14 quilômetros da Europa. Rabat, com cerca de 2 milhões de habitantes, é a capital. Porém, a cidade mais populosa é Casablanca, com 5 milhões de habitantes. Natural de Casablanca, Hamza Rchid está em Passo Fundo há 11 anos. Aqui montou uma empresa de vanguarda na área de tráfego pago, a H3 Partners. Já está casado com uma brasileira, tem muitos amigos passo-fundenses e seu nome é um referencial na área que atua no sul do país. “Meu trabalho abrange o Brasil, Estados Unidos e Portugal”, explica em relação ao acolhimento de empresas para vendas online e a propulsão de seus negócios. Sábado, o Brasil estreia na Copa do Mundo diante do Marrocos. Diplomático, Hamza diz que “torço pelo Brasil, mas quero que o Marrocos ganhe”.

Escolheu Passo Fundo

Hamza Rchid apostou em Passo Fundo e acertou. Veio de Casablanca, cujo filme homônimo, de 1942, é um marco na história cinematográfica. Mesmo distante 8.400 quilômetros de Casablanca, conta com orgulho que obteve êxito em solo passo-fundense. “Aqui encontrei a oportunidade para crescimento de meu negócio. Vim para Santa Maria, em 2014, onde, através de intercâmbio, fui professor de inglês. Depois, quando passei por aqui em 2015, encontrei uma cidade de porte não tão grande, mas com todas as condições de uma cidade enorme. Vi aqui a possibilidade de colocar uma empresa, pois tinha condições de crescimento na área de tráfego pago, na época ainda com foco em vendas online”. Passo Fundo é o ponto central, mas os negócios passam por Itajaí, Balneário Camboriú, Portugal e vão além. Nas férias, divide tempo entre Marrocos e Itália, acompanhando a movimentação de seus familiares.

Ritmo passo-fundense

Entre uma reunião e outra, Hamza Rchid mantém um ritmo acelerado no trabalho. Aos 39 anos de idade, não fica apenas no português fluente, pois já carrega as expressões cotidianas de Passo Fundo. Almoço às 16 horas, no Quiero Café, alguns segundos para a fotografia e tocou o telefone. E lá se foi para outro compromisso. Nem parece um árabe do Marrocos, pois já mantém o estilo dos passo-fundenses de sua geração. “Estou muito adaptado. Agora já sou um brasileiro. Tenho muitos amigos aqui em Passo Fundo. Levei para Casablanca o Jamil (Khoury), o Péricles (Subtil) e o Maurício (Rigotto).” Enfim, o vínculo entre Marrocos e Passo Fundo, como cantou Caetano, é qualquer coisa pra lá de Marrakesh.

Brasil x Marrocos

Hamza gosta, mas não é fanático por futebol. “Eu gosto, mas não sou muito fã. Curto o momento”, disse em alusão à Copa do Mundo. Vê uma evolução na equipe marroquina. “Nos últimos tempos, o time melhorou e tenho gostado do trabalho”. Para ele, o melhor jogador da Seleção de Marrocos é Hakimi. Do time brasileiro destaca Neymar. “Apesar de alguns erros que fez, é um jogador muito bom”. E quando entrarem em campo as equipes do Brasil e do Marrocos? “Espero que o Brasil faça uma boa campanha, mas vou torcer pelo Marrocos.” Palpite? “Um empate em 1 x 1. Ou, quem sabe, Marrocos 2 x 1”.

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