A semana fria que marca o início do inverno aqueceu a procura por lenha. Em Passo Fundo, o produto pode faltar em alguns pontos de venda devido à alta demanda. Segundo estimativas do setor, a comercialização recente foi recorde. Atuando há cerca de 10 anos na produção e venda de lenha, a empresária Teresinha Mandiola explica que a semana tem sido intensa.“Na segunda-feira choveu, então o pessoal não procurou lenha. Mas, na terça e na quarta-feira, com sol, trabalhamos das 8h às 19h”, conta.
Somente na terça-feira (23), Mandiola contabilizou a venda de 150 bolsas de lenha, o maior volume registrado em 2026. A elevada procura pode ocasionar o fim dos estoques. Segundo a vendedora, será possível encontrar lenha apenas até o fim de semana. Caso ocorra uma nova onda de frio, os clientes correm o risco de não conseguir mais comprar no estabelecimento.
“A lenha para lareira está saindo muito e deve acabar antes. A lenha para fogão talvez dure mais por aqui”, observa. Jorge Mandiola afirma que, por ano, são utilizados cerca de 600 m³ de madeira de eucalipto para a produção de lenha. “A cada ano aumentamos as vendas. Durante o verão, o pessoal compra lenha para fazer churrasco; já no inverno, é para se aquecer”, salienta o empresário.
Para isso, o preparo da lenha começa um ano antes da venda ao consumidor, evitando a comercialização da madeira ainda “murcha”, condição que dificulta a queima. No momento, a empresa já tem as toras reservadas para a produção da lenha que será comercializada no inverno de 2027.
“Não adianta cortar agora e fazer as lascas, porque essa madeira está úmida e murcha. Não podemos vender esse produto ainda”, explica Jorge. Todo o material, tanto o restante disponível para venda imediata quanto a lenha ainda úmida, permanece armazenado em ambiente fechado durante o período de secagem.
Preços subiram
Atualmente, a lenharia vende a bolsa por R$ 38. Cada unidade é composta por 15 lascas para lareira (mais grossas) ou 30 lascas para fogão (mais finas). O produto também é comercializado a granel, ao preço de R$ 510 por metro cúbico. Já o pacote de cavaquinhos custa R$ 6, com promoção de três unidades por R$ 15.
Os valores aumentaram de 2025 para 2026. No ano passado, por exemplo, o metro cúbico vendido a granel custava R$ 450, enquanto a bolsa era comercializada por R$ 35. Conforme Teresinha Mandiola, os custos com combustível e energia elétrica tiveram aumento significativo no período.
Lenha para churrasco
Além da lenha destinada ao aquecimento de ambientes, a empresa também comercializa lenha para churrasco.
Vendida em bolsas de 12 quilos, custa, em média, R$ 30 e registra grande procura durante o verão, quando é comum a realização de churrascos em clubes e às margens dos rios.
“Ou seja, lidamos com isso o ano todo”, resume Jorge Mandiola.



