Somente em 2025, dos quase R$ 2 bilhões investidos, metade foi aplicada em obras de expansão de saneamento já entregues em diversas regiões do Estado, com a implantação de 545,6 quilômetros de redes (mesma distância de Porto Alegre a Florianópolis), 41.962 novas ligações de esgotamento sanitário (o que equivalente a uma por morador em uma cidade do porte de Panambi), beneficiando diretamente mais de 1 milhão de pessoas. O conjunto de projetos evita que o equivalente a 2,9 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento seja lançadas na natureza por ano, além de ter gerado aproximadamente 2.577 empregos ao longo do cronograma executivo das obras.
Para 2026, o ritmo de investimentos será, mais uma vez, ampliado. O planejamento da Companhia prevê a implantação de mais 1.741 quilômetros de redes (distância aproximada de Porto Alegre a Salvador), 155.836 novas ligações de esgotamento sanitário e geração de 7.373 empregos (número que representa todo mercado de trabalho em uma cidade do porte de Tapejara, por exemplo), aumentando o alcance do saneamento e seus benefícios socioambientais para mais 955 mil gaúchos à medida que retira do meio ambiente mais de 7,2 mil piscinas olímpicas de esgoto não tratado por ano.
Esses avanços integram um plano estruturante que deve deixar como legado a universalização do saneamento básico no Rio Grande do Sul até 2033. Conforme previsto no Marco Legal do setor, o setor deve entregar o atendimento de 99% da população com água tratada e de 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Os impactos vão além da infraestrutura. Estimativas indicam que esse ciclo de investimentos pode gerar cerca de 47,2 mil empregos por ano no Estado, sendo 5,3 mil diretos, 31,4 mil indiretos e 10,4 mil induzidos, com efeitos relevantes sobre a cadeia produtiva e a economia regional. Ao mesmo tempo, a ampliação dos serviços contribui para a redução de internações por doenças de veiculação hídrica, a melhoria na qualidade de vida e a redução do volume de esgoto lançado irregularmente em rios e córregos. Com isso, o saneamento se consolida como um vetor estratégico de desenvolvimento, impulsionando a valorização imobiliária, o turismo e ganhos de produtividade em diferentes setores da economia.
Conheça obras que integram o macroprojeto Corsan de expansão de redes, construção de estações de tratamento, adutoras, reservatórios, modernização de sistemas de bombeamento e reforço de resiliência hídrica em todo o Estado:
Obras que já estão transformando cidades
O ano de 2025 consolidou-se como período de entregas estruturantes em todas as regiões do Rio Grande do Sul, especialmente nas cidades que assinaram aditivos contratuais com a Corsan. Foram mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas pela expansão de sistemas de água e esgoto apenas nos projetos concluídos de janeiro a dezembro. Esse pacote de obras representa uma das maiores oportunidades de desenvolvimento urbano desta década: a de transformar indicadores de saúde, educação, cidadania, meio ambiente e desenvolvimento econômico de centenas de municípios gaúchos. Entre os que já contabilizam resultados concretos, estão:
- Municípios como Esteio, Pedras Altas e Aceguá, que já alcançaram a meta nacional de mais de 90% de coleta e tratamento de esgoto, antecipando para agora um objetivo que o Marco Legal do Saneamento estabelece para 2033.
- Intervenções concluídas somente ao longo de 2025 em municípios como Imbé, Viamão, Gravataí, Santa Maria, Passo Fundo, Torres, Canela, Santa Cruz do Sul, Rio Grande, Sapucaia do Sul, Tramandaí, Bento Gonçalves, Gramado, Xangri-lá, Alegrete, Nova Hartz, Alvorada, Ijuí, Guaíba, Estância Velha, Cruz Alta, Venâncio Aires, Canoas, São Borja, Carazinho, Capão da Canoa, Farroupilha, Santa Rosa, Santo Ângelo, Cidreira, Aceguá, Sapiranga, Cachoeira do Sul, Tapes, Frederico Westphalen, Erval Seco, Carlos Barbosa, Quaraí, Barra do Quaraí, Esteio, Iraí, Dom Pedrito, Santo Antônio da Patrulha, Cachoeirinha, Jaguarão, Eldorado do Sul, Campo Bom, Charqueadas, Lajeado e Marau já beneficiam diretamente cerca de 1,093 milhão de gaúchos, com a ampliação e modernização dos sistemas de água e esgoto. O avanço reforça a capilaridade dos investimentos da Companhia e evidencia o ritmo de transformação da infraestrutura de saneamento em diferentes regiões do Estado.
O desafio da universalização: o que vem pela frente
Quando o Grupo Aegea assumiu o controle da Corsan, em julho de 2023, o Rio Grande do Sul tinha um dos maiores déficits de saneamento do país (257 municípios dos 317 atendidos pela Companhia apresentavam 0% de cobertura de esgoto, frente a uma meta de 90% até 2033), atrás de estados com indicadores socioeconômicos historicamente mais desafiadores. A coleta e o tratamento de esgoto atendiam uma parcela estimada em 19% da população gaúcha, e muitos municípios ainda dependiam de infraestrutura construída há décadas. A meta agora é virar essa página e fazer do setor um motor de transformação social, ambiental e econômica no RS.
Em pouco mais de dois anos sob novo modelo de gestão, a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela Companhia saltou de 19% para 29%, um avanço que equivale a um terço de tudo o que foi realizado pela antiga gestão em quase seis décadas, beneficiando mais de 850 mil pessoas e adicionando mais de mil quilômetros de novas redes de esgoto no Estado.
Esse conjunto de ações permite reduzir de forma estrutural o lançamento de esgoto sem tratamento na natureza, com efeitos diretos sobre a saúde pública e o padrão ambiental das cidades. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 11.713 internações por doenças de veiculação hídrica, um indicador que evidencia a relação direta entre saneamento e saúde. A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto atua justamente na origem desses problemas, contribuindo para a redução de doenças e da pressão sobre o sistema de saúde. Experiências já consolidadas em outras operações do grupo Aegea reforçam esse impacto: em Águas Guariroba (Campo Grande, MS), a ampliação de 70% da cobertura de esgoto foi acompanhada por uma queda de 72% nas internações por doenças gastrointestinais. Na Prolagos (RJ), os avanços no saneamento resultaram em redução de 80% nas internações por doenças associadas à falta de infraestrutura e de 70% nas despesas hospitalares.



