As previsões meteorológicas reforçam a possibilidade de um super El Niño no final de 2026. O fenômeno já apresenta uma anomalia de 2,6°C no índice ONI, de acordo com o informe semanal da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos.
O valor, calculado a partir da média dos últimos três meses, é o maior registrado desde o início do atual episódio e o mais alto observado na região do Pacífico desde o Super El Niño de 2015. Naquele ano, a anomalia chegou a 3°C em novembro, maior valor semanal da série histórica da NOAA. A diferença para o índice atual é de apenas 0,4°C.
Intensificação
Apesar da intensidade já registrada, o fenômeno ainda está em fase de fortalecimento. As projeções indicam que as temperaturas das águas do Pacífico podem continuar subindo nos próximos meses, com possibilidade de a anomalia chegar a 4°C durante o pico previsto para o final do ano.
O atual episódio também já supera a intensidade registrada em outros eventos considerados fortes. Em 1997, um dos El Niños mais intensos do século passado, a anomalia máxima chegou a 2,3°C. Em 2024, quando o fenômeno contribuiu para as condições climáticas que antecederam a histórica enchente no Rio Grande do Sul, o índice semanal máximo foi de 2,1°C, registrado em novembro.
Segundo a MetSul, o aquecimento das águas abaixo da superfície do Pacífico também chama atenção. A 100 metros de profundidade, a temperatura chegou a ficar 10,7°C acima da média, indicando uma quantidade elevada de energia acumulada no Pacífico tropical.
As projeções atualizadas no início de agosto mantêm a tendência de fortalecimento do El Niño durante os próximos meses, com o pico de intensidade previsto para o final de 2026.


