No entorno de Passo Fundo, contemplamos a linda paisagem formada por um tapete verde pintado pelas culturas de verão. Soja e milho ditam as tonalidades. As plantações de soja, especialmente, têm um destaque maior pela uniformidade e densidade detectada pelo olhar. As condições meteorológicas adequadas também são responsáveis por isso. “Em termos de lavouras, a quantidade hídrica dos primeiros dias do ano atende completamente as necessidades das culturas de verão, especialmente da soja”, explica Aldemir Pasinato, analista da Embrapa Trigo em Passo Fundo. Bem regadas e com iluminação e temperaturas adequadas, além de bonitas, as plantinhas estão fortes e prometem uma excelente safra.
Chuvas de verão
“As chuvas, mesmo que ocorram de forma irregular, estão dentro dos padrões de normalidade”, enfatiza. Isso significa que as precipitações são ocasionais e têm variantes em relação à abrangência. Ou seja, padrões que se enquadram com a expressão popular ‘chuvas de verão’. “A irregularidade podemos constatar até mesmo na área urbana. Esses dias teve chuva forte na Petrópolis e na UPF, enquanto não caiu sequer um pingo no Centro ou Boqueirão. O mesmo ocorre na região, onde até entre lavouras vizinhas os acumulados são diferentes”, exemplifica Pasinato. Mas, numa visão regional, o volume hídrico está bem dosado. O verde comprova.
Chuva em números
Em dezembro, as chuvas ficaram com valores acima da média, um grande benefício para as lavouras de verão. E janeiro chegou com mais água. “Foram 106,8mm, o que representa 61% da média do histórico para o mês que é de 173,7mm. Pelos prognósticos, janeiro deve terminar com valores próximos da média”. Além disso, Aldemir fez uma divisão em decêndios para melhor compreensão das chuvas em janeiro. “Até o dia 10, foram 71,3mm. Depois, de 10 a 22, mais 35,5mm. A chuva ocorreu em valores significativos no mês. Em dois terços de janeiro, o volume hídrico está bem suprido”.
Na dose certa
De olho no termômetro, o analista explica que “mesmo com amplitude térmica, pois tivemos mínimas de 10ºC, a temperatura logo teve elevação e se comportou dentro da média”. Mais um benefício para as culturas de verão. As mínimas do mês foram registradas nos dias 4 e 5, com 10ºC. A média da mínima histórica é de 17,7ºC e, até agora, em 2026 está em 16,6ºC. Na estação convencional da Embrapa, a máxima aferida em janeiro de 2026 foi de 31ºC no dia 15. A média climática das máximas do mês aponta 28,4ºC, mas este ano está em 27,2ºC. No céu, sol entre nuvens. Isso representa a radiação solar que garante a energia para a fotossíntese da soja, e sem exageros que possam causar algum estresse nas plantas. Mais uma boa dosagem da meteorologia contribuindo para a boa produtividade.
A massa de ar frio garante tempo bom até terça
“Após a passagem de uma frente fria, ficou atuando na região uma massa de ar frio. Nos últimos dias tivemos temperaturas amenas para a época e tempo seco. Na terça-feira (22), a mínima foi de 11,2ºC e a máxima 25,9ºC. A temperatura entra em elevação gradativa”, avaliou Pasinato. Desta sexta-feira até a próxima segunda-feira, os prognósticos são de tempo seco. “Sol entre nuvens, pouca nebulosidade e à tarde elevação das máximas”, antecipou.
Temperaturas
De acordo com os dados do INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, o tempo segue estável com sol entre nuvens. Na sexta (23) a temperatura oscila entre 16ºC e 27ºC. Sábado (24), de 16ºC a 30ºC. Domingo (25), de 17ºC a 31ºC. Segunda-feira (26), de 18ºC a 32ºC.
Frente fria
O regresso da chuva está prognosticado para a próxima terça-feira, dia 27, quando uma nova frente fria chegará à região e, mais uma vez, terá pela frente um corredor de umidade. Resultado: o retorno da chuva. “A frente fria será de fraca intensidade e deve atuar na região na última semana do mês. A tendência é de chuvas de fraca intensidade”, completou Aldemir Pasinato.



