O mercado de trabalho de Passo Fundo iniciou 2026 em alta. Dados do Novo Caged, divulgados hoje (3), apontam que o município fechou o mês de janeiro com saldo positivo de 306 postos de trabalho com carteira assinada. No período, foram registradas 3.652 admissões contra 3.346 desligamentos, consolidando um cenário de crescimento e reforçando a posição da cidade como um dos polos econômicos do interior gaúcho.
O resultado positivo foi distribuído de forma equilibrada entre homens e mulheres. Do total de novas vagas, 151 foram ocupadas por homens e 155 por mulheres, evidenciando um mercado de trabalho com participação praticamente igual entre os gêneros.
Setores
Ao analisar os setores da economia, o grande destaque em janeiro foi o segmento de Serviços, responsável por 323 das 306 vagas líquidas geradas — número que compensou os saldos negativos observados em outras áreas. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com a criação de 59 novos postos de trabalho. A Indústria contribuiu com saldo de 33 vagas, demonstrando estabilidade e leve expansão das atividades produtivas no município.
Por outro lado, dois setores encerraram janeiro com saldo negativo. O Comércio registrou retração de 94postos de trabalho, enquanto a Agropecuária apresentou saldo de -15 vagas.
Mesmo com esses números negativos pontuais, o saldo geral confirma que janeiro foi um mês positivo para a economia local. O desempenho ganha ainda mais relevância quando analisado em perspectiva histórica recente. Passo Fundo já vinha de um 2025 igualmente favorável no mercado de trabalho. Conforme dados do Observatório Econômico da Prefeitura de Passo Fundo, o município encerrou o ano passado entre os que mais geraram empregos no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e novembro de 2025, foram criados 2.768 novos postos de trabalho, garantindo à cidade a terceira colocação no ranking estadual no período.
Serviços
O bom desempenho em 2025 foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, que acumulou saldo de 1.869 vagas. A Construção Civil também teve participação importante, com 311 postos, seguida pela Indústria, com 307, e pelo Comércio, que fechou o período com saldo positivo de 262 vagas. O cenário consolidou Passo Fundo como referência regional na geração de oportunidades formais.
Rio Grande do Sul
No contexto estadual, janeiro de 2026 também foi marcado por desempenho expressivo. O Rio Grande do Sul registrou saldo positivo de 18.421 empregos com carteira assinada, figurando entre as unidades da federação que mais criaram vagas no período.
No recorte por setores no Estado, a Agropecuária liderou a geração de empregos, com 11.139 novas vagas, reflexo direto do período de colheita e da força do agronegócio gaúcho. A Indústria apresentou saldo positivo de 5.513 postos, enquanto os Serviços criaram 3.754 vagas e a Construção, 1.762. Assim como em Passo Fundo e no cenário nacional, o Comércio foi o único setor com retração no Estado, registrando saldo negativo de 3.747 postos em janeiro.
O desempenho estadual segue um 2025 igualmente positivo. Ao longo do ano passado, o Rio Grande do Sul acumulou saldo de 46.277 novos empregos formais, resultado de 1.620.066 admissões e 1.573.789 desligamentos, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quatro dos cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no período.
O principal destaque foi novamente o setor de Serviços, com 33.468 vagas criadas. O Comércio registrou 7.030 novos postos; a Indústria, 5.050; e a Agropecuária, 1.054. A Construção foi o único grupamento com desempenho negativo no acumulado do ano, com saldo de -325 vagas. Em relação ao perfil dos trabalhadores, as mulheres ocuparam a maior parte das vagas criadas em 2025 no Estado, com 31.562 postos, enquanto os homens responderam por 14.715. Jovens entre 18 e 24 anos lideraram a ocupação das oportunidades, demonstrando espaço importante para a inserção da juventude no mercado formal.
Brasil
No cenário nacional, o Brasil também iniciou 2026 com saldo positivo. O país registrou a criação de 112.334 empregos formais em janeiro. Foram contabilizadas 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos no período, elevando o estoque total de vínculos formais para 48.577.979.
A Indústria geral liderou a geração de vagas no país, com 54.991 novos postos, seguida pela Construção, com 50.545. O setor de Serviços criou 40.525 empregos, e a Agropecuária, 23.073. O Comércio, novamente, foi o único segmento com desempenho negativo, registrando perda de 56.800 vagas no mês. No recorte por estados, 18 das 27 unidades da federação apresentaram saldo positivo, com destaque para Santa Catarina (19 mil postos), Mato Grosso (18.731) e o próprio Rio Grande do Sul (18.421).



