Mapeamento aponta 25 áreas de risco para inundações e deslizamentos em Passo Fundo

Regiões envolvem mais de 600 residências e aproximadamente 2,5 mil pessoas vivendo nestas áreas

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O município de Passo Fundo possui 25 áreas consideradas de risco relacionadas a inundações, deslizamento de terras e quedas de blocos de rochas. São 21 áreas classificadas de risco alto e outras quatro de muito alto risco, que envolvem 617 residências e um total de aproximadamente 2.500 pessoas vivendo nestas regiões da cidade.

Os dados fazem parte do mapeamento de áreas de risco geológico realizado no município de Passo Fundo, entre os dias 4 e 7 de novembro do ano passado, pelo Serviço Geológico do Brasil, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, e concluído em maio deste ano.

Áreas de risco

Os estudos mostram que muitos destes riscos estão associados a ocupações urbanas próximas a cursos d´água e a intervenções que alteram as condições naturais do terreno. São três áreas de risco muito alto para inundação: a rua Lobo da Costa, e nas ocupações Floresta, também no bairro São Luiz, e Vista Alegre, todas no bairro São Luiz Gonzaga. Já o risco muito alto para deslizamento foi apontado no beco da rua Manoel Portela, fundos da prefeitura.

Outras áreas de alto risco de inundação foram mapeadas em bairros como, Petrópolis, Centro, Tupinambá, Jaboticabal, Zachia, Entre Rios, Nossa Senhora da Paz, Maggi, Santa Maria, São Bento, Victor Issler, Loteamento Canaã e Garden.

Defesa Civil

Coordenador da Defesa Civil do Município, Fernando Carlos Bicca afirma que o estudo homologou os pontos que já haviam sido identificados pela Defesa Civil e sugeridos para realização do estudo. Apesar dos apontamentos, ele destaca que a situação é considerada relativamente tranquila, uma vez que diversas medidas preventivas já foram adotadas pela Prefeitura com base nos estudos técnicos, reduzindo significativamente o risco de alagamentos em alguns desses locais.

Entretanto, destaca que ainda existem áreas onde não há solução de engenharia viável. “Nas ocupações Floresta e Vista Alegre, por exemplo, muitas residências foram construídas praticamente sobre o leito do rio, o que torna inevitável a ocorrência de alagamentos em períodos de chuvas intensas” afirma. Segundo a Defesa Civil, quando o volume de precipitação ultrapassa 150 milímetros, o nível do Rio Passo Fundo sobe e invade parte dessas moradias.

Além do Rio Passo Fundo, o Arroio Santo Antônio também apresenta alguns pontos de atenção, embora em menor número, com residências situadas em áreas consideradas de risco. Quanto aos riscos de deslizamento na Rua Manoel Portela, a Defesa Civil informou que as obras de contenção já foram iniciadas. Com a conclusão da intervenção, a expectativa é de que o risco seja praticamente eliminado.

Um deslizamento de terra em novembro de 2023, um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas, destruiu duas casas e ocasionou a interdição de outras 23 moradias que apresentaram riscos estruturais.

A obra no local prevê a estabilização de um talude para evitar novos deslizamentos. Os trabalhos iniciaram em junho e devem ser concluídos em 12 meses. O investimento é de R$ 1,8 milhão proveniente do Fundo Municipal de Gestão Compartilhada.

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