OPINIÃO

Nota de conjuntura

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A explosão no porto de Beirute, capital do Líbano, acendeu o alerta geopolítico da região, principalmente pelo depósito com cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância que possui um histórico curioso em atentados e acidentes. A explosão que dizimou o principal porto do Líbano ocorreu na mesma semana em que o Tribunal Especial do Líbano, criado por um mandato das Nações Unidas e localizado nos arredores de Haia, na Holanda, emitiria o seu veredito sobre os terroristas que mataram Rafik Hariri, figura política proeminente do Líbano, no atentado de 2005. O veredito, em virtude da explosão, foi adiado. Muitas questões permanecem em aberto. O armazenamento de um produto considerado sensível, inclusive em termos geopolíticos, por longos seis anos, é no mínimo, curioso. O futuro do Líbano é preocupante. A renúncia de Hassan Diab, primeiro-ministro, na sequência da explosão e dos protestos massivos nas ruas de Beirute, abre outra incógnita. Com situação econômica delicada e cenário político instável, o Líbano dependerá muito de seus aliados estrangeiros.

Etanol

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi taxativo em coletiva de imprensa no início desta semana, ao mencionar o etanol norte-americano. Trump pressiona pela eliminação da cota das importações brasileiras e também da tarifa. Acima de 750 milhões de litros, o imposto de importação é de 20%. Sem ceder gratuitamente, o Brasil deveria tomar postura pragmática, solicitando inclusive a diminuição das tarifas de importação do açúcar brasileiro, pelos americanos. Trump nunca negou a sua postura protecionista. Com a preferência pelo petróleo, sobram mercados ao etanol americano. Agradar o forte lobby dos produtores americanos é estratégia eleitoral de Trump.

Eleições americanas

As eleições americanas representam um importante marcador geopolítico, inclusive para o Brasil. Nessa semana, Joe Biden anunciou a sua vice Kamala Harris, Senadora americana. O nome agrada um eleitorado estratégico para Biden. Trump, por seu turno, tem utilizado a política externa como forma de agradar o seu eleitorado. O etanol é um exemplo. Nas pesquisas, Biden vai liderando nos colégios eleitorais mais numerosos. Há ainda muitos Estados indefinidos. Cada semana até novembro será crucial.

Passo Fundo

Chama atenção a balança comercial do município, no mês de julho. O mês bateu o recorde de exportações de Passo Fundo, da última década. Embaladas pela participação expressiva da soja (88%), as exportações de julho fecharam na ordem de 236 milhões de dólares, lembrando que junho ficou em 118 milhões de dólares. A variação cambial tem ajudado muito.

Arroz

Chama a atenção, ainda, nas exportações do município, a participação do arroz. Em 2019, a participação do arroz nas exportações representou (0,23%), com 2,7 milhões de dólares. Em 2020, a participação já alcançou a marca de (1,4%) com quase 12 milhões de dólares. O aumento abrupto do volume exportado de arroz praticamente se deu nos meses de junho e julho.

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