OPINIÃO

Teclando - 21/07/2021

Aos meus amigos

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Aos meus amigos

Ontem, 20 de julho, foi o Dia do Amigo. Nunca compreendi muito bem o porquê dessas datas especiais. Pensei que fossem apenas alusivas, mas, de fato, são comemorativas. E se você pensa que todos os dias são iguais, está errado. Temos dias disso e dias daquilo. Ora, mas essas datas também têm um cunho comercial? É claro que sim. E você só se incomoda com isso porque não é quem está no lado de dentro do balcão. Enfim, além dos dias da semana dedicados aos orixás, temos datas consagradas aos santos, aos momentos históricos do país ou universais. Bem-vindos feriados que provocavam ansiedades nos meus tempos de escola. Fui lembrado do dia dos amigos através dos amigos que me enviaram mensagens. Afinal, amigo é pra essas coisas!

Amigo tem valor imensurável e as amizades são resultado da nossa potencialidade social. Amigos de todas as fases de nossas vidas. E, consequentemente, dos momentos maravilhosos aos adversos. Amigos que chegam e amigos que se vão, infelizmente, em uma razão cada vez maior. Amigos são parceiros que a vida coloca em nossos caminhos e têm valor inestimável. Então merecem abraços em todas as datas. Mas, sem rodeios e de volta à roda dos amigos, parece-me que a data ainda está amadurecendo. Falta a materialização. Líquida, é claro. Poderia ser nos moldes do Stammtisch de Blumenau. Ou em outro formato, contanto que a amizade transborde junto ao colarinho de um chope bem tirado. E, para incentivar a amizade, o 20 de julho seria um convidativo feriado, justificando os brindes às amizades. Se você ainda não sabia, o Dia do Amigo começou em Buenos Aires em 1999. Não vi o exame de DNA, mas a paternidade da efeméride (essa veio empoeirada) coube ao argentino Enrique Ernesto Febbraro. ¡Muy amigo!

Sem gravidade

Acompanhei em detalhes a corrida espacial. Desde que me conheço por gente até lá pelos meus 20 anos, foguetes e satélites orbitavam a minha cabeça. Era a Guerra Fria que, apesar da idiotice de todas as formas de conflitos, acelerou o desenvolvimento tecnológico. Agora, mais de meio século depois, temos uma maluca corrida espacial. No solo, os fantasmas da época foram ressuscitados como escudos pelos políticos sem argumentação. No espaço, flutuam os bilionários que transformaram um projeto armamentista em brinquedinho caríssimo. Mas, enquanto houver paz, o céu não é o limite.

Nas águas de Ernestina

Foguetes, aviões, trens e barcos fazem as travessias dos nossos sonhos. Os foguetes são privilégio de bilionários, o trem húngaro evaporou e o aeroporto está em obras. Então, vamos de barco, lancha e jet-ski. De acordo com o Léo Castanho, no próximo mês iniciam as operações das embarcações na Jet House Beach Club, em Ernestina. É uma das maiores marinas do estado e, certamente, a mais moderna. Inicialmente, funcionará apenas com as atividades náuticas. Mas lá pelo final do ano, se a pandemia ajudar, o clube também vai bombar. É claro que eu vou aparecer por lá. Mas, como estou sem canoa, irei por terra e só lá pelo final do ano.

Inércia

Estacionamento, bem sabemos, é sinônimo de inércia. Então, acredito que a estática seja a força de sustentação dos privilégios em trechinho da Área Azul. Nada mudou e continua tudo na mesma na Avenida Brasil, entre a Bento e o Comercial. Os mesmos carros nos mesmos lugares por cinco ou seis horas. Interessante observar que o modelo de estacionamento carrega o formato da rotatividade. Mas a inércia é mais forte.

Não entendo...

- Por que tem gente andando por aí sem máscara?

- Por que ainda não reinstalaram algumas das sinaleiras para pedestres, retiradas há poucos anos atrás de importantes cruzamentos?

- Por que as motos com descarga aberta ensurdecem impunemente no trânsito de Passo Fundo?

Trilha Sonora

Enquanto esperamos pela abertura do club da Jet House, na balada do isolamento uma de 1975 e sempre atual: Van McCoy -The Hustle 


Gostou? Compartilhe