OPINIÃO

Feierliche Veranstaltung zur Veröffentlichung des Buches zur Geschichte der deutschstämmigen Gesellschaft in Passo Fundo

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Quando os astros conspiram para unir um coordenador entusiasmado com aquilo que faz e que esbanja segurança por contar com o apoio da sociedade que representa, sendo, nesse caso, uma referência explícita ao professor Vilson Antonio Klein e aos membros da Associação Sociocultural Alemã de Passo Fundo (ASCAPF), e um jovem e talentoso editor, Alex Vanin, cuja casa editorial que dirige, a Editora Acervus, pode, orgulhosamente, ostentar um catálogo de obras publicadas, cuja qualidade não fica nada a dever para as grandes editoras do mundo, o resultado não poderia ser outro do que o legado de mais um importante livro para os anais da história de Passo Fundo. Especificamente, estamos nos referindo ao livro “Alemães em Passo Fundo - 30 anos da Associação Sociocultural Alemã de Passo Fundo (ASCAPF)”, que será lançado nessa sexta-feira (26/09/2025), às 19h, na sede da Academia Passo-Fundense de Letras, na Av. Brasil Oeste, nº 792, integrada ao Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto. Você é nosso convidado especial: Prosit!

O livro transcende a história da ASCAPF e, ainda que suscintamente, marca o início da chegada dos alemães, na área urbana de Passo Fundo, em 1836, com a vinda do casal Johann Adam Schell e Anna Christina Hein, acompanhados de três filhos. Os Schell se estabeleceram, com moradia e casa de comércio, na esquina da Avenida Brasil Oeste com a Rua Teixeira Soares, onde, atualmente, funciona uma farmácia da rede Raia, tendo sido preservada, dentro do que foi possível, uma fachada para a avenida e colocada uma placa alusiva ao casal e seus descendentes. A partir de entrelaces dos Schell com a elite luso-brasileira local surgiriam quatro grandes famílias de Passo Fundo: Schell, Araújo, Loureiro e Morsch. No meio rural, também se estabeleceriam imigrantes alemães, mas mais para o final do século XIX e começo do século XX, cujas colônias, com o passar do tempo, seriam desmembradas, dando origem a municípios com forte identidade germânica, como Não-Me-Toque, Ernestina, Selbach, etc.

A marca da presença dos alemães em Passo Fundo pode ser encontrada em inúmeros estabelecimentos comerciais, nos setores de serviço e industrial, destacando-se também como figuras de proa na política local, na Loja Maçônica Concórdia III, fundada em 1872 por Adam Schell, no atual Clube Recreativo Juvenil, criado em 1913 sob a denominação de Deutscher Verein (Sociedade Alemã), além da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). As digitais dos alemães também podem ser detectadas na criação dos dois principais hospitais da cidade, o Hospital de Caridade (1914, atual Hospital de Clínicas) e o HSVP (1918), além do ensino, com as freiras do Colégio Notre Dame, criado em 1923.

O associativismo é parte da cultura alemã. A busca pela preservação de valores e da cultura germânica, desde a manutenção da língua, a gastronomia (comidas e bebidas) e, especialmente, o congraçamento pela música e festas tem sido a tônica da Associação Sociocultural Alemã de Passo Fundo e da sua antecessora, a Associação Cultural Alemã de Passo Fundo, que foi fundada 1995, da qual a ASCAPF é herdeira.

A obra “Alemães em Passo Fundo - 30 anos da Associação Sociocultural Alemã de Passo Fundo”, coordenada por Vilson Klein, pode ser considerada uma construção coletiva dos membros da ASCAPF. Os sócios deram o seu apoio incondicional ao coordenador e participaram ativamente para levantar informações sobre a história da presença dos alemães e seus descendentes em Passo Fundo. E, ao mesmo tempo, detalha as atividades da ASCAPF, que primam pelo ecumenismo religioso, por ações sociais e pelo espirito festivo e cultural, com o Coral Prosit e a Bandinha Heimat, destacando-se entre os projetos atualmente mantidos pela associação.

O livro também é um tributo à memoria de pessoas como Jacob Ignácio Reichert, falecido em 2014, dos relojoeiros Augusto e Renato Goellner, pai e filho, e do casal Geraldo e Therezinha Hallwass, que foram vitimados, em 2021, pela Covid 19. Nossos respeitos a essas pessoas que, pelo entusiasmo e participação ativa no associativismo da comunidade germânica local, ajudaram a construir a história da ASCAPF.

P.S.: o colunista não domina o idioma alemão, como poderia aparentar pelo título desta coluna. Para essa construção, cuja tradução literal para a língua portuguesa seria “Cerimônia de lançamento do livro sobre a história da sociedade étnica alemã em Passo Fundo”, buscou ajuda, primeiro, por relações óbvias, com Vicente Cunha, morador da Alemanha. Ao mesmo tempo, se socorreu de Fabiano de Bona, colega de trabalho, que cumpriu programa de doutorado na Alemanha. Diante da controvérsia, entre ambos, sobre a colocação de preposições e a posição de verbos, o escriba lembrou da colega Márcia Lindemann, natural de Teutônia, que, nos áureos tempos da Casa do Estudante da UFRGS, no início dos anos 1980, fazia o curso de Letras, com ênfase em tradução e intérprete, e que, há três décadas, vive na Alemanha, na cidade de Freiburg, onde atua como tradutora oficial na região da Brisgóvia. Desnecessário dizer que, entre Vicente e Fabiano, o escriba optou pelo título que foi dado pela Márcia.

SUGESTÃO DO COLUNISTA: O livro “El Niño Oscilação Sul – Clima, Vegetação e Agricultura” está disponível para download gratuito: https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1164333/el-nino-oscilacao-sul-clima-vegetacao-e-agricultura

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