OPINIÃO

Teclando - 17/12/2025

Politicalha ou politicália?

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Politicalha ou politicália?

A política, como ciência ou administração pública, deslanchou em decadência no tobogã do tempo. Essa queda vertiginosa pode ser atribuída a vários fatores, especialmente os interesses eleitoreiros que há aqui e acolá. Além disso, alguns políticos não foram vacinados contra os efeitos da famosa mosca azul. Ela pica incautos aprendizes ainda no palanque e a vaidade logo se espalha pela corrente sanguínea.

Como a vaidade tem um custo elevado, então surgem as tentações dos oportunismos que a vitrine da vida pública disponibiliza. São as famosas negociatas que, segundo o Barão de Itararé, seria todo bom negócio para o qual não fomos convidados. O Barão se foi há 54 anos, mas a máxima ainda prevalece. O agravante é quando sorrisos, roupas elegantes e muitas aparências individuais convivem em grupos. Sim, é quando os políticos estão amontoados em siglas ou atuando em instituições públicas.

Aí, então, os oportunismos e as vaidades assumem conotação coletiva. É o momento em que as convicções evaporam, o caráter desprende-se da índole e a falsa elegância de pessoas públicas vira em farrapos nos ninhos de ratos. É o esgoto que defino como politicalha. Em resumo, é o desprezo pelos eleitores, a fragmentação ideológica e a desfaçatez da infidelidade partidária. Assim, morre um ser humano com princípios e surge um monstro.

Essa transformação fica clarividente nas suas decisões, especialmente nos posicionamentos em votações legislativas. Enfim, a politicalha é uma vergonha que interrompe os caminhos democráticos da sociedade. Que bom se fosse ‘politicália’, o que seria a mistura do regime social organizado com o movimento cultural Tropicália. Porque é bem melhor andar por aí cantarolando ‘sem lenço, sem documento’ do que chamar o Hugo. Urgh!

Vergonha coletiva

Dói ao coração e arde aos olhos, aquela casa na esquina da Avenida Sete com a Chicuta. É uma construção que seria de 1902, a Casa do Engenheiro Chefe da Viação Férrea. Agora, está em processo de decomposição. Abandonada, invadida por supostos moradores de rua, despenca em gradativa demolição pela ação da máquina do desprezo. Não sei exatamente se já foi ou se está em espera de tombamento patrimonial. Aliás, a lenta fase de “espera”, como podemos observar por aí, é, na prática, um estopim aceso para o fim. A importância da ferrovia é indiscutível, o traçado delineou a urbe e desenvolveu a região. A casa é um patrimônio de todos e, agora, uma vergonha coletiva. Não importa a esfera de responsabilidade pública, assim não pode ficar. Prédios em estudo de tombamento ou tombados, acabam em ruínas e, então, tombam em derrubadas. Aqui, prevalece o deteriorar para demolir!

ARI/Banrisul

Já no finalzinho do ano do centenário, mais uma homenagem para O Nacional. Agora, a ARI - Associação Riograndense de Imprensa, reverenciou o Jornal pela sua contribuição histórica ao jornalismo gaúcho. E não foi pouca coisa, pois O Nacional é destaque do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo. Em sua 67ª edição, é uma das mais importantes e tradicionais premiações do país. A entrega aos agraciados ocorreu no auditório da Farsul, quando Múcio de Castro Filho recebeu o troféu de O Nacional. Recentemente, a ARI colocou a fotografia de Múcio de Castro na Galeria dos Líderes da Imprensa Riograndense. O presidente da ARI, jornalista José Nunes, faz uma gestão que agrega o jornalismo do estado, valorizando veículos e profissionais da capital e do interior.

Fernando

Ele não falou mais em mim. Magoei!

Pastelaria

Não posso ser injusto, pois, empiricamente, desconfio que o fedor da pastelaria aqui embaixo diminuiu um pouquinho. Bem pouquinho! Porém, de acordo com minha dosimetria ambiental, ainda fede.

Centenário

O Nacional atinge cem anos e 181 dias com muitas homenagens. São reverências nos mais elevados patamares. Enquanto isso, persiste por aí alguma carência de dignidade cujo olhar de baixo não vai além do balcão dos empórios da vila.

Trilha sonora

Caetano Veloso - Alegria, Alegria


 

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