OPINIÃO

Teclando - 18/03/2026

And the Oscar goes to...

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And the Oscar goes to...

Há muito anos, ouço falar que o mundo é uma palhaçada. Há quem diga que para ser um circo, em Passo Fundo só falta a lona. Não assino embaixo, mas é impossível negar a cultura circense que nos cerca. Em níveis mundial e local!

No grande picadeiro, o espetáculo é regado a sangue. Por aqui, impera o ilusionismo. Lá e cá, abundam palhaços. Feras e malabaristas atraem olhares aos picadeiros. E, assim, os humanos - cada vez menos humanos, brincam com tecnologia em overdose de incoerência. Regurgitam incoerências embalsamadas.

Domingo, durante a cerimônia do Oscar, rolaram pérolas de falso nacionalismo, patriotismo sem pátria, ignorância e oportunismo. O Brasil estava lá e, infelizmente, não voltou com estatuetas. Mas estava lá. Chega de ufanismos, tipo daquela abominável vinhetinha de Brasil-sil-sil. As indicações já são grandes conquistas.

Mas, também não podemos aceitar a insensatez daqueles que classificaram o resultado como uma derrota. O filme brasileiro não perdeu nada, apenas não foi vencedor. Mas, como estamos num circo de neo palhaços, os absurdos tomam conta do espetáculo.

Acreditem, simultaneamente à divulgação de os resultados de melhor ator e melhor filme, escutei o espocar de foguetes. Sim, aqui na área central de Passo Fundo. Isso significa que temos antipatriotas em nosso meio, porque torceram contra o Brasil. Aposto que, há não muito tempo, eram os mesmos que entravam em êxtase quando o Galvão gritava um gol do Brasil. Será que já não usam mais aquelas camisetas da Seleção compradas dos camelôs?

Difícil entender essa gente. Assim como é difícil a leitura do espetáculo circense que rola no cotidiano. Agora, minha dúvida é se os palhaços estão no picadeiro ou nas arquibancadas?

 Azulão

Para a edição de final do ano, na leitura dos Búzios para O Nacional, o espiritualista Carlos Magno explicou que 2026 é regido por Ogum, cujas cores são o vermelho e o azul royal. Ora, e como fica a dupla Gre-Nal? Dá vermelho ou azul? Conchinhas na mesa e a resposta foi “o azulão será benéfico ao Grêmio, enquanto o vermelho sinaliza perigo para o Inter”. No Gauchão, prevaleceu o azulão e o Grêmio ergueu a taça. Sobre o Inter, repetiu que “o vermelho também é um sinal de alerta”. Agora, pelo Brasileirão, o Inter está na lanterna. Seria a lanterna a luz vermelha de alerta?

Fernando

Fernando de Castro, mais que um orgulho passo-fundense, é aquela figura carismática cujo silêncio conquista sorrisos por onde passa. Para nós de O Nacional, é o nosso Fernandinho. Parceiro de redação, companheiro para boas gargalhadas. Agora, em recente coluna que publicou em ON, estendeu suas letras para minimizar meu sofrimento com o fedor da pastelaria aqui embaixo. Atacou com armas eruditas, clássicos literários e até um aroma de Jack Daniel’s para amenizar o fedor de fritura. Exagerado, usou Proust como argumento e comprimiu os salões do Ritz para o corredor do Batatas. Confesso, tamanho apoio me emocionou. Até estou pensando em escrever algo como ‘Em Busca do Cheiro Perdido’. Beijão, Fernando.

Bokinha

Quando abriu o Boka, em 1972, Edu adotou o horário inverso da concorrência: abria no início da noite e fechava ao amanhecer. Dizia que, enquanto ou outros fechavam ele abria e vice-versa. Pois, agora, o Bokinha dá um reverso na história e amplia o atendimento. Sim, já é possível fazer uma boquinha no Bokinha das 10 da manhã até o início da madrugada. A nova proposta não fica longe do pensamento de Edu há 54 anos: preencher lacunas, oferecendo novas opções a qualquer horário. Sim, almoço, jantar, lanchinho, café ou docinho em horário estendido. Afinal, é na Independência que Passo Fundo pulsa mais.

Batatas

E já que estamos na Independência, um pulo no Batatas. Na sexta, teve Especial Brasilidades, com Gabi Dalbosco, Carlos Bolacha, Sérgio Jr. e Matheus Glenzel, com repertório de respeito. Encontrei a vereadora Marina devorando uma batata suíça. Marcio Meneghell contou que, sexta e sábado, faz shows no Sesc. No sábado, o Batatas ferveu na festa dos 10 anos da Cervage, dos amigos Diogo Zanatta e Fabão. A agenda não para e, na quinta, vou conferir Melisse Delavy, Bolacha e Cauê.

Centenário

Se o Centenário de O Nacional foi há 272 dias, a matemática comprova que faltam, rasos, 93 dias para os 101 anos. Espero que, desta vez, sem infiltrações.

Pastelaria

Mesmo com todo apoio literário do Fernando e um gole de Jack, o fedor de cebola da pastelaria aqui embaixo não desce.

 Trilha sonora

Mariah Carey - Without You

 

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