Péssimas influências
Há pessoas influentes. Isso é indiscutível. Já os influenciadores existem desde sempre. Ainda no período Paleolítico, alguém ditava moda com pedras e ossos. Das lavadeiras (sempre elas!) às requintadas rodas sociais, havia influenciadores e influenciáveis. Um marketing ao pé de ouvido que indicava onde comprar de tomates aos elegantes vestidos. Jornais, revistas, rádio e televisão surgiram como plataformas formais para os influenciadores.
Porém, o milênio do momento começou entre os bits que abriram as portas da era digital. Então, espalhou-se a libertinagem das redes sociais para deixar coradas de vergonha as lavadeiras dos séculos anteriores. E os influenciadores viraram influencers. Eis a primeira má-influência: o estrangeirismo. A mesma estrangeirice que povoou os noticiários com os MCs.
O interessante é que essa turma, formada por influencers e MCs, saltou das páginas sociais ou de entretenimento para as páginas policiais. Nas grandes operações da Polícia Federal, não faltam indiciados com a qualificação de influencer. E tem MC Isso, MC Aquilo e MC com os mais ridículos nomes. Essa turma, além de supostos milhares de seguidores, também encontrou perseguidores: os policiais.
Ora, essa babaquice de influencers já está enchendo o saco. Presos, indiciados ou envolvidos em maracutais não podem ser um bom exemplo para a sociedade. Na maioria dos casos, observo, ainda, uma explícita enrolação. São péssimos exemplos, dizem asneiras, propagam inverdades e ostentam o luxo pago pela babaquice dos influenciáveis.
Como dizia o saudoso Marau Ghion, “você é águia ou é boi”. Ao que parece, os bois multiplicaram-se.
Comboios
Enquanto no Oriente Médio os comboios são de tanques de guerra, aqui em Passo Fundo têm formações com enormes caminhões. Recentemente, atravessou a cidade de ponta a ponta um comboio com cinco carretas. Foi ao início da noite e eram de três empresas diferentes, mas andavam em grupo pela Avenida Brasil. No dia seguinte, no meio da tarde, outro comboio desfilou no sentido São José – Boqueirão. Desta vez, formado por quatro bitrens com quatro enormes caçambas cada. Aparentemente, acredito que seriam caçambas dumper ou de mineração. Desconfio que já temos terras raras desfilando pela Brasil.
Filme
O incansável Jorge Alberto Salton, como diria sua avó - Dona Pequena, é um guri com bicho carpinteiro. Acredito, a cada semestre nos brinda com mais um filme. Roteirista, diretor e ator, Jorge não perde a didática para tratar de ética, sentimentos e psiquiatria. Mas não é papo limitado à psiquiatria, pois sempre encaixa verdades da história que não podem ser esquecidas. O mais recente filme teve casa cheia nas duas sessões de pré-estreia. “Amores Difíceis, Mas Não Muito”, contou com um elenco somente de passo-fundenses. À exceção de Cristian Cardoso, todos amadores e, confiram, com excelentes atuações. Agora, o filme está no YouTube - Canal Jorge Salton.
Rádio
Publiquei aqui, na semana passada, que em 19 de agosto as comunicações eletrônicas completam 80 anos em Passo Fundo. Sim, a data é alusiva à inauguração da Rádio Passo Fundo, em 1946. A emissora trocou de mãos e de nome várias vezes. Agora, conforme o colega Ivandro D’Ávilla, “o DNA da velha Passo Fundo vive nos 98,3 e integra a Rede Nossa Rádio”. Explicou que a velha frequência AM de 570kHz foi adquirida pelo grupo e migrou para FM como 98,3MHz.
Erechim
De 1º a 10 de maio, Erechim realiza a 27ª Feira do Livro – ‘Jardim do Quintana’. Fiquei feliz ao saber que o patrono é o meu amigo Alcides Mandelli Stumpf. Trata-se de um incansável incentivador da arte, especialmente através do Instituto Unimed. Alcides, além da medicina, também dedica um bom tempo como presidente da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul. E a Feira do Livro de Erechim tem amplitude, abrange música teatro e dança. Vale conferir.
Centenário
Após 308 dias de o Centenário de O Nacional, o aniversário de 101 anos está logo ali. Um brinde para daqui a 57 dias, onde a falta de dignidade não pode se auto escalar.
Pastelaria
Persiste o fedor da pastelaria aqui embaixo e sequer o diesel queimado pelas carretas consegue abafar.
Trilha sonora
Milton Banana Trio - Cicatrizes


