OPINIÃO

Teclando - 09/09/2026

Do comício ao estrupício

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Do comício ao estrupício

Saudades dos velhos e bons comícios. Tinham alma, cheiro e vibração de gente. Ah, é claro, sempre havia um bêbado cujo entusiasmo atrapalhava os discursadores.

De uns tempos para cá, as campanhas eleitorais estão bem diferentes. Ao olhar para os canteiros da Avenida Brasil, agora tomados por rostos conhecidos e desconhecidos, detecto algo além da poluição visual. Noto que as campanhas políticas perderam a essência da própria política.

O atual palanque é frio, sem ímpeto e mais parece uma revista de quadrinhos infantil. Nos comícios a gente sabia quem era quem. Olhando no olho, apertando a mão e ouvindo os candidatos. O mais importante, sabíamos de que lado estavam.

Os comícios também eram uma espécie de pesquisa. De fato, uma amostragem pelo volume de participantes. É claro, a margem de erro era calculada pela grana disponível em cada lado. Ainda, havia o peso dos cargos de confiança disponibilizados pelos partidos.

Hoje, os candidatos trocam de camisa e, na dança dos números partidários, noves fora nunca será zero. Nos comícios havia o palanque de fato. E subir em mais que um palanque significava traição e, consequentemente, o descrédito.

Hoje, na poluição das propagandas nos canteiros, os nomes dos partidos estão minúsculos. Ora, antigamente os candidatos estufavam o peito para dizer o nome da legenda. E, agora, os candidatos teriam vergonha da própria sigla por onde temporariamente transitam?

Mas, com certeza, não têm vergonha em promover a poluição visual com as bandeirolas. E não é pouca coisa, pois vi uma caminhonete com a caçamba carregada dessas bandeiras. Quando eleitos, também defenderão a poluição visual? Concorrente a cargo público deve dar bons exemplos!

Meneghini

Por onde passo, a pergunta é a mesma: como está o Meneghini. Para responder à curiosidade coletiva, acionei Julinho Pacheco que acompanha de perto sua recuperação após passar por uma cirurgia. Pois bem, nosso Celestino Meneghini está em casa, em plena recuperação. Já está caminhando. O prognóstico é bom, pois ele projeta que na próxima semana circulará pela quadra onde mora. Meneghini ficou muito feliz com a solidariedade dos amigos e amigas que contribuíram com recursos. Disse que não tinha a noção de que tantas pessoas gostam dele. Não é para menos, pois sua trajetória na mídia e na advocacia é longa e com magnífica conduta. Então, seguindo as informações, parece que logo teremos o retorno de Meneghini à emblemática Mesa Um, sempre com suas tiradas pontuais e irônicas. Abraço, Menegã!

Miguel Ferreira

Conhecida voz dos microfones de Passo Fundo, o colega Miguel Ferreira superou uma adversidade de saúde. Está de volta ao circuito e com muita disposição para trabalhar. Aliás, segundo me contou, não é apenas disposição. É necessidade! Com ampla experiência, acredito que quase 45 anos de profissão, Miguel passou pela RBS, Mais Nova, Rede Manchete, Uirapuru, Itamaracá, TV Câmara e por aí vai. Além de locutor em vários estilos, também tem experiência em eventos e publicidade. Então, fica o recado para quem necessita de um profissional de qualidade comprovada. Inclusive as agências de publicidade que, ao invés de vozes de Porto Alegre ou São Paulo, poderiam (deveriam!) prestigiar a turma de Passo Fundo. Bom retorno, Miguelito!

Previsões

Não é flauta, amigos colorados. É apenas uma informação que vai dos búzios aos gramados. Quando fez a interpretações para O Nacional, Pai Carlos Magno explicou que o ano é regido por Ogum, cujas cores são o vermelho e o azul forte. Pois bem, no caso da dupla Gre-Nal isso seria um empate? Pai Magno disse que 2026 seria mais favorável ao Grêmio. Então, em nova jogada, as conchinhas caíram em forma que comprova o prognóstico favorável ao Tricolor. “Será favorável ao azulão”, repetiu o conhecido espiritualista. No final de semana a dupla gaúcha foi mal no Brasileirão. Porém, na semana anterior, o Grêmio venceu o clássico e garantiu a vaga na Copa do Brasil. Pai Magno estava certo quando disse que o ano é do azulão!

Casa do Engenheiro

Já que o título da coluna é “Teclando” (sugestão da Zulmara), continuo batendo na mesma tecla. Então, como no Bolero de Ravel, minha partitura é repetitiva para indagar sobre a Casa do Engenheiro-chefe da Viação Férrea. Parece que teremos novidade. Espero que sim. Mas, até agora, prossegue tudo na mesma. Abandono e descaso.

Pastelaria

Além do fedor que vem da pastelaria aqui embaixo, será que ainda haveria outras irregularidades? Uma coisa puxa outra...

Trilha sonora

The Gypsy Queens - L'Italiano


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