Polícia Civil conclui inquéritos sobre venda de crianças

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

O delegado Gilbero Mutti Dumke, que foi o responsável pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) durante o mês de janeiro, concluiu os inquéritos policiais dos casos envolvendo a venda de dois bebês. Os inquéritos foram entregues ao Ministério Público.

No primeiro caso registrado, em que a mãe biológica do bebê, que é usuária de crack, teria vendido a criança por R$ 50 em um ponto de venda de drogas, foram indiciadas quatro pessoas. A mãe biológica, de 20 anos, o companheiro dela, também usuário de entorpecentes, e que, de acordo com o delegado, não há certeza quanto a ser o pai biológico da criança, a mulher de 22 anos que teria comprado a criança e um homem que teria ajudado na transação. Eles foram indiciados de acordo com o artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que não permite o recebimento de criança mediante pagamento bem como a entrega. Em caso de condenação, a pena prevista é de 1 a 4 anos de reclusão mais multa. Os quatro acusados responderão ao processo em liberdade.

A mãe biológica da criança disse aos policiais que o responsável por entregar a criança mediante pagamento teria sido o seu companheiro, também usuário de crack. Ele disse em depoimento à polícia que entregou a criança a um casal.
O outro inquérito refere-se ao caso do casal de empresários que vivem na Bahia e estiveram em Passo Fundo para levar uma criança recém-nascida oferecendo R$ 6 mil aos pais do bebê a serem pagos em duas prestações, a primeira no ato de entrega da criança e a segunda dentro de três meses.

A própria mãe da criança, que após o parto desistiu de vender a filha, denunciou o caso à Polícia Civil e a equipe de investigações da DPCA, com apoio da Equipe Volante da Polícia Civil, três pessoas foram presas enquanto realizavam a transação de compra do bebê na Praça Marechal Floriano, no Centro de Passo Fundo.

Um advogado que acompanhou o casal de empresários até Passo Fundo e duas intermediárias que foram presos em flagrante e continuam no Presídio Regional de Passo Fundo. O casal segue foragido e com mandado de prisão preventiva emitido. Os acusados também foram enquadrados no artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, porém, as intermediadoras da venda do bebê também serão indiciadas por subtração de documento, já que, no momento em que foram presas, estavam com a declaração do hospital de que a criança havia nascido viva. A Polícia Civil também investiga outros dois casos idênticos a estes dois, envolvendo compra de crianças e uso de drogas.

Notícias relacionadas

Polícia segue investigando caso de compra de criança

Polícia flagra venda de bebê no Centro de Passo Fundo

Grupo pode ter participado de outra adoção ilegal

PC segue investigando venda de bebê

Gostou? Compartilhe