Grupo morto em acidente durante perseguição estava instalado em Guaporé

Ataque seria realizado em São Domingos do Sul, mas polícia não sabe qual seria o alvo

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Em poder do grupo, os policiais encontraram luvas, toucas ninjas e munição (Foto: Divulgação)Em poder do grupo, os policiais encontraram luvas, toucas ninjas e munição (Foto: Divulgação)
Em poder do grupo, os policiais encontraram luvas, toucas ninjas e munição (Foto: Divulgação)
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Os quatro homens mortos no acidente de trânsito, domingo à noite, no interior do município de São Domingos do Sul, enquanto fugiam de viaturas da Brigada Militar, já foram identificados. Dois eram naturais de São Paulo e outros dois do Paraná. Eles tinham entre 21 a 38 anos, e pelo menos três deles estavam residindo na cidade de Guaporé. 

Informações levantadas pelo setor de inteligência da Brigada Militar davam conta de que a quadrilha estava prestes a realizar um assalto, em São Domingos do Sul. Guarnições da região se mobilizaram e localizaram o carro, modelo Argo, estacionado na área central do município. Os ocupantes conversavam com a condutora de um Vectra. Ao perceberem a aproximação da viatura,fugiram em alta velocidade, dando início à perseguição. Cerca de um quilômetro adiante, o condutor perdeu o controle do veículo, que se chocou contra um barranco e capotou. Os quatro ocupantes morreram no local.

Em poder do grupo, os policiais encontraram luvas, toucas ninjas e munição. No caminho da fuga,encontraram um revólver, calibre 38, além de um aparelho celular quebrado. Segundo o delegado Thiago Zaidan, da DP de Casca, responsável pelas investigações, a intenção do grupo era praticar um assalto em São Domingos do Sul, mas a polícia não sabe qual seria o alvo do ataque. Nos próximos dias, o delegado vai ouvir a mulher que conversava com o bando momentos antes da fuga. “Vamos ver qual a relação dela com o grupo. Como não chegaram a praticar o assalto, ela não pode ser incriminada apenas por estar falando com eles” adiantou o policial. Conforme Zaidan, pelo menos um dos integrantes tem ligação com uma facção criminosa instalada em Guaporé. 

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