Teve início na manhã de hoje (18) o júri de Claudir Pereira, acusado de matar Marco Aurélio Lengler, em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul. O crime aconteceu em 29 de abril de 2018 e teve como motivação uma desavença entre vizinhos, iniciada a partir do barulho de uma serra elétrica.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o homicídio ocorreu por volta das 19h, no bairro Rodrigues. Os autos do processo indicam que a discussão teve origem após reclamações relacionadas ao barulho da serra elétrica utilizada pelo acusado. Claudir usava o equipamento para cortar lenha no pátio de sua casa.
O registro aponta que Marco Aurélio, incomodado, passou a xingar Claudir verbalmente. Em seguida, o réu se dirigiu ao prédio onde a vítima morava, portando uma faca. Convencido por familiares, Claudir deixou o local e voltou para sua residência. Poucas horas depois, porém, Marco Aurélio foi até a casa de Claudir. Houve uma briga, e o réu teria desferido duas facadas na vítima, que não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas
Cinco testemunhas de defesa foram ouvidas ao longo da segunda-feira: duas pela manhã e três à tarde. Advogado de Claudir Pereira, Fabrício Lorandi Pinheiro divulgou nota à imprensa afirmando que "a defesa atua com o objetivo de demonstrar ao conselho de sentença todos os elementos de prova produzidos durante o inquérito policial. Espera-se que os jurados da comarca de Passo Fundo possam decidir da melhor forma, com a certeza de que farão justiça".
A acusação é conduzida pelo promotor Rodrigo Alberto Wolf Piton. Familiares de Marco Aurélio Lengler acompanharam as sessões no Fórum durante todo o dia. "Nós clamamos por justiça. A vida do meu irmão não volta, mas o mínimo que esperamos é a condenação. Que tudo termine para que tenhamos paz e esse capítulo se encerre", disse Daniele Lengler Ribeiro, irmã da vítima. O júri não havia sido encerrado até o fechamento desta edição.


