Um conjunto de projetos de autoria do Poder Executivo foi aprovado na sessão ordinária desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa. Um dos projetos, que evou seis sessões para ser votada, muda o pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) pelo Estado, suas autarquias e fundações, estabelecendo o limite em 10 salários mínimos ao invés de 40, como é atualmente. A aprovação só foi possível porque foi desempatada pelo presidente da Assembleia, Edson Brum, PMDB.
A alteração está baseada em dispositivo constitucional federal que permite aos estados a fixação do limite das RPVs, desde que não seja menor do que o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), hoje em R$ R$ 4.663,75. Com a mudança, o teto das RPVs no Estado ficará em R$ 7.880,00, conforme uma das duas emendas aprovadas. De acordo com o secretário da Casa Civil, Márcio Biolchi, um ponto importante é que as RPVs com ordem de expedição anterior à entrada em vigor da lei observarão o limite atual de 40 salários mínimos, ou R$ 31.520,00. "O projeto vale para o futuro, assegurando o direito de quem tem RPVs julgadas", explicou o secretário.
Segundo dados da Secretaria da Fazenda, quase todos os estados brasileiros reduziram o teto para a expedição de RPVs. Alagoas e Piauí fixaram no limite mínimo da Constituição Federal, com base no RGPS. Em 2013, Santa Catarina reduziu o limite para 10 salários mínimos, mesmo valor do Distrito Federal. No Rio Grande do Sul, a previsão de gastos com RPVs neste ano é de quase R$ 900 milhões, valor incompatível com a realidade fiscal do Estado. Para o pagamento de precatórios, é reservado o percentual constitucional de 1,5% da Receita Corrente Líquida. Já para as RPVs não há limitação em relação à capacidade de pagamento do Estado.
Dessa forma, a iniciativa soma-se a outras que auxiliam na organização administrativo-financeira do Estado, possibilitando a otimização na quitação das obrigações em paralelo às demais demandas que devem ser atendidas pelo orçamento.
Assembleia aprova projeto que reduz RPVs
Com voto de desempate, presidente do Parlamento, Edson Brum, definiu a votação a favor do governo
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