O atual diretor da Codepas, Eloí da Costa (PMDB), despede-se do cargo para assumir um novo posto no próximo ano: entra como o mais votado do partido na Câmara de Vereadores, com soma de 1.907 votos. Líder comunitário há quase 15 anos, representará a grande Vera Cruz na Casa. Nos próximos anos de legislatura pretende ser o elo entre o Legislativo e as comunidades. “Um dos principais objetivos é continuar o trabalho de líder comunitário fazendo reuniões nos bairros para saber quais as necessidades e, com base nisso, cobrar e levar estas demandas até o Executivo”, começa. “Muitas vezes o poder público não tem conhecimento das necessidades das comunidades. Essa é uma das questões que fez com que eu concorresse: é meu objetivo principal”, completou.
O caminho até a Câmara
Eloí nasceu em Mormaço, mas cresceu no interior de Ibirapuitã. Chegou em Passo Fundo com a família aos 14 anos; momento em que foi morar no bairro Valinhos. “Cheguei aqui e fui trabalhar com granja, em obra como servente de pedreiro. Fui para o Exército aos 18 anos e lá fiquei por mais de oito anos como sargento, em Santa Maria. Quando voltei para Passo Fundo, fui trabalhar como vigilante e só então entrei no serviço comunitário”, lembra. Filiou-se ao PMDB em 2002 e dois anos depois, em 2004, veio a primeira experiência interna na Câmara: foi assessor parlamentar de um dos vereadores da legislatura. Em seguida vieram os cargos em departamentos públicos: foi delegado de Justiça e Desenvolvimento Social da agência FGTAS/SINE de Passo Fundo. Concorreu a vereador em 2008, quando somou 814 votos, e em 2012, com resultado de 1.131 votos. Foi a partir desta última eleição que Eloí passou a compôr o quadro de coordenadoria da Codepas. “Agora concorri novamente e me elegi. E estou saindo daqui para a Câmara de Vereadores. Foi uma linha que tracei e cheguei. Depois que entrei na política, comecei a ver que eu levava jeito para a coisa. Quando fui líder comunitário, principalmente, senti a necessidade que as pessoas das comunidades tinham e têm de um político no meio e junto delas, tendo conhecimento das demandas que realmente importam”, dispara. Hoje completa 14 anos como presidente do bairro Leão XIII – local onde iniciou a carreira política. No âmbito pessoal, é casado com Susana e pai de Eloísa (19) e Elisa (18).
Planos para o mandato
O primeiro ano de Eloí já está definido na Câmara: fará parte da composição da Mesa Diretora, assumindo como secretário, junto do já estabelecido futuro presidente Patric Cavalcanti (DEM). Além disso, tem alguns projetos em mente. Ele sugere, entre outros, o foco na segurança pública através da criação da Guarda Armada Municipal e do reforço em investimentos no Projeto Guardião – que instala câmeras de monitoramento pela cidade. “Sei que existe a lei que diz que a Guarda Armada só pode funcionar em cidades com mais de 500 mil habitantes, mas este projeto já está engavetado e precisamos fazer com que ele funcione”, apontou.
Outro projeto que deve ser proposto por ele é a volta do Restaurante Popular para Passo Fundo. “Isso é muito bom para pessoas de baixa renda que precisam de ao menos um alimentação por dia”, confere. Eloí também vai buscar dar suporte ao esporte amador e às entidades tradicionais gaúchas. Além disso, deverá enfatizar a questão da educação infantil no município. “No bairro Valinhos precisamos de uma creche urgente, porque a demanda é muito grande e não tem nenhuma. Outra necessidade é a ampliação da EMEI Osório Teixeira, do bairro Leão XIII”, destaca.
Posicionamento
Eloí é mais um do grupo que não pelo partido considerando sua ideologia. “É vergonhoso o que acontece a nível nacional. Hoje não tenho ideologia por causa disso. Temos que votar na pessoa, no seu caráter. Procurar saber quem ela é, o que fez e o que pode fazer. Estaremos cometendo um erro se nos levarmos apenas pela questão ideológica”, opina.


