"Onde Bolsonaro estiver, nós seguiremos ele", diz presidente do PSL de Passo Fundo

No sábado (16), Executiva deve se reunir para decidir os rumos do partido após dissidência presidencial

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Presidente do PSL de Passo Fundo, Francisco LupatiniPresidente do PSL de Passo Fundo, Francisco Lupatini
Presidente do PSL de Passo Fundo, Francisco Lupatini
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A oficialização da saída do presidente Jair Bolsonaro do Partido Liberal Social (PSL), anunciada na terça-feira (12), gerou um clima de instabilidade na legenda em Passo Fundo. Os membros que optarem por continuar e os que decidirem acompanhar a sinalização presidencial deverão se manifestar no sábado (16) durante a reunião da executiva do partido.


O encontro também servirá como termômetro interno para as eleições municipais agendadas para o próximo ano. Segundo o presidente local do PSL, Francisco Emilio Lupatini, o nome do procurador do Estado do Rio Grande do Sul, Rodinei Candeia, é o mais cotado para a pré-candidatura à Prefeitura de Passo Fundo “pela qualificação”. “Ele fecha com a nossa linha de pensamento”, afirmou. Candeia, que rompeu o vínculo mantido com o Partido Progressistas (PP) em outubro alegando descontentamento com situações partidárias, disse “estar inclinado a aceitar o convite do PSL”, mas disse ter cautela pelo cenário pós dissidência governista. “Estou na expectativa porque é um quadro interessante. Acho que o momento é de uma nova política e de construir uma gestão que atenda os anseios da população e modernize a gestão”, avaliou ele.


Racha interno
Lupatini também aguarda as manifestações dos correligionários para planejar os próximos movimentos do PSL no município. Bolsonarista desde 2013, como mencionou em conversa por telefone na manhã de quarta-feira (13), ele se diz “um ativista” e afirma que, embora o ex-partido de Bolsonaro tenha cerca de 500 filiações locais – muitas das quais não contabilizadas no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por não terem sido enviadas pela busca recente –, o vínculo partidário formal não é algo que pese de forma significativa no município. “O pessoal vota na pessoa porque não acredita mais em partido. Onde o Bolsonaro estiver, nós seguiremos ele”, justificou. A declaração do presidente indica, aliás, que a própria permanência na cúpula do partido é incerta. “A direita e conservadorismo sempre foram muito fortes no país. Seremos democráticos [mencionando a opção de desligamento ou permanência dos colegas]”, prosseguiu Lupatini, que é responsável pela criação dos primeiros grupos de apoio a Bolsonaro na cidade.


O presidente disse que sai
O presidente Jair Bolsonaro anunciou o desligamento do PSL na terça-feira (12), e a criação da nova legenda Aliança pelo Brasil. "Hoje anunciei minha saída do PSL e início da criação de um novo partido: "Aliança pelo Brasil". - Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018", disse o presidente em uma publicação na rede social Twitter. A saída de Bolsonaro do oitavo partido em três décadas de vida pública ocorreu após uma série de desentendimentos entre ele e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. 

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