OPINIÃO

Vote!

Por
· 3 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Domingo é dia de eleição! Pegue o seu título de eleitor, um documento com foto ou o e.título baixado no seu celular e vá até a seção eleitoral e vote. Escolha um horário tranquilo, use máscara, leve a caneta, deixe crianças em casa. Vote! Escolha o candidato a prefeito que você acredita que  será o melhor para a cidade. Escolha um candidato a vereador que você acredita será um bom legislador e vai te representar na Câmara pelos próximos quatro anos. Vote! Leve os números dos candidatos para não ter qualquer imprevisto na hora. Vote! Não deixe passar em branco este momento de protagonismo. Não se anule diante da possibilidade de escolher. Vote! Seja em qual candidato for, da esquerda, da direita, do centro. De qualquer lado. Vote! Não permita que teu vizinho escolha por ti os responsáveis que poderão resolver o problema da rua e do bairro onde você mora. Vote! Não permita que interfiram na tua vida, sem que você exerça o direito de escolha. Vote! E se você entender que seus candidatos, embora representem suas ideias, têm poucas chances de se elegerem, vote, mesmo assim. Votar é um exercício de cidadania. Não é uma competição. O que importa é que, ao votar, você se credencia para cobrar dos eleitos compromissos assumidos, independentemente de ter sido o seu ou outro candidato. Não terceirize, seja dono do próprio voto. V o t e!


As camadas da campanha

A campanha eleitoral em Passo Fundo se deu em vários níveis. Foi elegante no espaço gratuito de rádio e TV com programas bem produzidos, especialmente de parte de quatro, dentre os sete que disputam a prefeitura de Passo Fundo (Cidade, Patussi, Pedro e Juliano). Com pouco espaço Dóro e Celso Dalberto não tiveram muitas opções. Arthur Bispo não ocupou o espaço por força da legislação. Nas ruas ela aconteceu pelas caminhadas, carreatas e bandeiraços. Um corpo-a-corpo mais tímido em relação a outros pleitos, por conta da pandemia.


Baixou o nível

Nas redes sociais teve de tudo: boas produções aproveitando especialmente Facebook e Instagram, mas teve também muita baixaria, destilação de ódio, mentiras e desinformação. Muitas delas retiradas do ar por determinação judicial. O nível foi ainda mais baixo quando a campanha mergulhou nos grupos fechados, alguns obscuros outros nem tanto, do WhatsApp. O espaço é, sem dúvida, o que promove a maior degradação das candidaturas. É de difícil controle e não há contraponto. O que é compartilhado não passa por checagem e aparece como verdade, mesmo sendo uma baita mentira.


No campo jurídico

Por fim, a campanha também se deu na esfera judicial, onde as habilidades testadas não foram dos candidatos, mas sim dos seus representantes jurídicos. E essa foi uma disputa de gigantes do direito: Adolfo Freitas pelo PSB, Estelita Salton, PDT, Rodrigo Borba, PSDB e Bruno Weber do Amaral, PCdoB. Não deixaram passar nada. Questionaram, produziram provas, retiraram programas ou parte deles no ar, excluiram postagens abusivas em redes sociais. O embate no campo jurídico, como parte da campanha eleitoral, brilhou muito por conta da agilidade empregada pelo Ministério Público, através dos promotores Paulo Cirne e Cristiano Carodoso, e pela Justiça Eleitoral, através das juízas Rossana Gelain (Z-128ª) e Lisiane Sasso (Z-33ª)


Em jogo I

Mais do que conquistar a prefeitura de Passo Fundo, o que está em jogo neste domingo, dia 15, é manter o atual projeto do prefeito Luciano Azevedo que promoveu a transformação urbana, através de Pedro Almeida; retomar o projeto do ex-prefeito Airton Dipp, que mudou a matriz econômica do município, pelas mãos de Márcio Patussi, ou mudar tudo em direção a um novo projeto como propõe o PSDB, que disputa a prefeitura pela primeira vez,através de Lucas Cidade.


Em jogo II

Está em jogo também a reconquista do campo da esquerda em uma cidade que se mostrou extremamente conservadora na eleição de 2018 ao eleger Bolsonaro com mais de 70% dos votos. Esta luta do campo ideológico vem pelas candidaturas de Juliano Roso, na aliança PCdoB/PT, reforçada por Celso Dalberto, PSOL e Arthur Bispo, PSTU. Tem ainda a tentativa de manter viva a onda bolsonarista, incorporada por Cláudio Dóro, PSC, que quer endireitar Passo Fundo por ser o único candidato declaradamente de Direita.

Gostou? Compartilhe