Trabalhadores do hospital de Soledade em estado de greve

Instituição deve parte dos salários de agosto e setembro

Por
· 1 min de leitura
Assembleia foi realizada na segunda-feiraAssembleia foi realizada na segunda-feira
Assembleia foi realizada na segunda-feira
Você prefere ouvir essa matéria?

Os trabalhadores do Hospital de Caridade Frei Clemente (HCFC) decidiram entraram em estado de greve nesta terçaf-feira. Caso os 60% restantes do pagamento do mês de agosto e o mês de setembro não sejam pagos na integralidade até segunda-feira, dia 09, será realizada uma nova assembleia para examinar a possibilidade de paralisação. Na assembleia, acompanhada pelo presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do RS, Milton Kempfer, também ficou decidido que o Sindisaúde - que representa a categoria - vai encaminhar um documento à direção do Frei Clemente, notificando sobre a decisão e buscando negociar a forma de pagamento dos salários atrasados. No documento também será enfatizada a necessidade de manutenção dos benefícios conquistados pelos trabalhadores com relação aos adicionais noturno e de insalubridade, que passaram a ser retirados, acarretando mais prejuízo financeiro.

A presidente do Sindisaúde, Terezinha Perissinotto, afirma que será encaminhado o aviso legal no prazo legal de 72 horas para o Judiciário e às prefeituras do Soledade, Barros Cassal, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Mormaço e Tio Hugo, que mantém convênio com o HCFC.

O presidente da Fessers disse entender que o problema do HCFC é de receita, o que poderia ser solucionado, em parte, com o aumento da participação do município de Soledade, que contribui com menos de R$ 100 mil. “Para sustentar uma UPA, por exemplo, a prefeitura gastaria em torno de R$ 500 mil. Dessa forma, vale a pena repassar um pouco mais para manter o hospital”. De acordo com a própria direção do hospital, o maior problema é o atraso nos repasses do Governo do Estado, que deve R$ 270 mil para o Frei Clemente, mas Milton entende que o hospital já deveria ter cobrado os incentivos devidos por via judicial.     

Terezinha também reconhece a crise enfrentada pela casa, mas diz que para o Sindicato a prioridade são os trabalhadores. Ela relata a “situação de miserabilidade” da categoria porque os atrasos no pagamento dos salários vêm ocorrendo desde o início do ano. “Isto vem trazendo sérios transtornos para os funcionários, muitos escolhendo a conta que vai pagar primeiro”, ela explica, enfatizando que a população desconhece a situação de “verdadeira penúria” que eles enfrentam. A assembleia realizou-se em dois horários no Salão Azul da antiga Câmara de Vereadores.

Gostou? Compartilhe