Mudas de espécies nativas são entregues em aldeias indígenas

Desde 2017, já foram entregues às aldeias indígenas cerca 2.700 mudas nativas

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Fortalecer a biodiversidade e promover a restauração ecológica em áreas indígenas estão entre os principais objetivos do repasse de mil mudas de espécies nativas para 11 aldeias do Rio Grande do Sul – cinco aldeias mbyá-guarani, cinco kaingang e uma charrua.

Muitas áreas indígenas no Rio Grande Sul ficam localizadas em terras reconhecidas como Patrimônio Público Estadual. De acordo com Joana Braun Bassi, analista ambiental da Divisão de Flora da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), as áreas “são, em sua maioria, antigos hortos florestais de monocultura de eucalipto ou de pecuária extensiva, tendo sofrido processo de compactação do solo.”

A ação, promovida pela Sema, foi realizada entre os meses de maio e setembro, e contou com a parceria da Divisão Indígena da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepi) e Emater/RS. Este é o terceiro ano de execução do projeto. Desde 2017, já foram entregues às aldeias indígenas cerca 2.700 mudas nativas.

A atividade integra um conjunto de ações que o Departamento de Biodiversidade da Sema e a Divisão Indígena da Seapdr, a partir de seus compromissos com o Conselho Estadual do Povo Indígena (Cepi), têm buscado desenvolver em apoio à sustentabilidade e à gestão da biodiversidade nas aldeias indígenas.

Mudas de 30 espécies nativas foram doadas pelos viveiros do Jardim Botânico e do horto florestal de Tramandaí, administrados pela Sema, e da organização não governamental Ação Nascente Maquiné. Esses viveiros são referência na produção de mudas nativas no Estado.

 

Márcia Londero, socióloga da Divisão Indígena da Seapdr, participou do plantio de uma área de butiazal na aldeia mbyá-guarani Guajayvi, em Charqueadas, ação que integra a Rota dos Butiazais, coordenada pela Embrapa Clima Temperado. "Esta atividade pioneira de recuperação e plantio pode fomentar novos projetos ligados à segurança alimentar e à geração de renda nesta aldeia. Outro ganho é a possibilidade de replicá-la para outras aldeias interessadas em recuperar suas áreas e repovoar com uma espécie nativa”, afirmou Márcia. 

As espécies repassadas às comunidades foram escolhidas a partir das demandas apontadas pelos indígenas como de interesse alimentar, medicinal e espiritual. Entre as quais, estão guabijú, jerivá, butiá, pitangueira e araçá.

 

 

Gostou? Compartilhe