Turismo rural agrega renda às propriedades

O setor de turismo rural no RS vem de uma sequência de ações ao longo de 30 anos

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Um caminho de beleza com plantas, ervas, flores e atrativos naturais. Assim é o Caminho das Topiarias, Flores e Aromas localizado no município de Victor Graeff e que está inserido na Rota das Terras Encantadas. Ele foi criado em 2005, a partir da iniciativa de produtoras rurais, que após capacitação em paisagismo, viram nas visitas a seus jardins uma nova possibilidade de geração de renda para suas propriedades.

Esta alternativa de turismo rural foi um dos exemplos destacados pela assistente técnica da Emater/RS, Luciana Gobbi, durante sua palestra no 13º Fórum Florestas do RS, realizado na manhã desta quinta-feira, 5, no auditório central da Expodireto Cotrijal.

Além deste, o padrão implementado na Fazenda Tropeiro Camponez, em Passo Fundo, também foi considerado exemplo de atividade que traduz a essência do turismo rural, que entre outros benefícios diminui o êxodo rural, com a geração de novas oportunidades de trabalho e renda, diversifica a economia local e regional e conserva os recursos naturais.

“A Fazenda Tropeiro Camponez iniciou suas atividades no turismo rural em 1999 de forma individual e com participação familiar. Naquele ano recebeu 200 visitantes e em 2019, registrou a visita de 6 mil pessoas na propriedade. Isso demonstra que investir nesta área de turismo rural é uma boa alternativa para nossos produtores”.

Luciana destacou que o setor de turismo rural no RS vem de uma sequência de ações ao longo de 30 anos e que, de certa forma, é considerado uma atividade relativamente nova. “Estamos caminhando para novos patamares, organizando ainda questões jurídicas. Mas posso afirmar que o turismo rural vem como agregador de renda. Isso porque é uma relação de “ganha-ganha” - não é bom só para quem recebe, mas para os produtores rurais e para própria comunidade, que pode oferecer produtos para quem recepciona os turistas”.

Erva-mate como caminho de desenvolvimento

Nesta edição, o fórum buscou debater ferramentas de desenvolvimento do turismo rural e ações integradas à cadeia produtiva da erva-mate. “Temos um produto histórico-cultural que é a erva-mate, o chimarrão que é nossa bebida símbolo, o processo de cultivo que é rico em detalhes - o que implica diretamente na qualidade, no sabor e na diferenciação. Aliado a isto, temos municípios ricos em história e belezas naturais”, destacou Elaine Marisa Andriolli, conselheira do Conselho Estadual de Turismo.

Ela apontou que a erva-mate vai muito além da cuia e é preciso mostrar isso através do turismo rural. “Produtores e entidades têm que se organizar e o poder público é uma força importante para implementar as ações necessárias. Cada polo deve estudar suas características a fim de criar a motivação para produtores investirem nesta atividade e, consequentemente, atrair os turistas para seus municípios e propriedade. Lembrando sempre que todo esse processo passa, necessariamente, pela qualificação do produtor”.

Ariana Maia, co-fundadora da Caravana da Erva-Mate, explicou que no RS existem 223 municípios envolvidos na cadeia produtiva da erva-mate e estes estão divididos em cinco polos, conforme características específicas relacionadas a erva-mate. São eles: Planalto/Missões, Alto Uruguai, Nordeste, Alto Taquarui e Região dos Vales.

“Temos uma forma de contar a história do Rio Grande do Sul através de uma planta nativa da Mata Atlântica que é símbolo do Estado e que deu origem a uma das bebidas mais conhecidas no Brasil, que é o chimarrão, produto que o gaúcho popularizou de forma incontestável. Sendo assim, podemos aproveitar a mudança de comportamento do turista, oferecendo novas motivações de viagem a partir da popularização da erva-mate”, concluiu.

 

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