Estiagem provoca perda média de 30% na produção regional

Monitoramento foi divulgado pela Emater/RS-Ascar; Ernestina é o municio mais afetado

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A escassez hídrica no estado foi responsável, até segunda-feira (9), pela perda média de 30% na produção agrícola regional. O município de Ernestina está sendo um dos mais afetados pela estiagem junto com as cidades que integram a região de Casca, onde já foram contabilizados prejuízos em 70% no plantio de soja e milho.
De acordo com o diretor técnico da Emater/RS Ascar, Alencar Ruger, os índices, no entanto, são variáveis pelo método de projeção elaborado pela entidade. “O que as pessoas têm de entender é que, por exemplo, a perda em Ernestina é muito diferente da perda de Coxilha”, explicou ele, na tarde de quarta-feira (11). “Quando falamos em média, não estamos falando do produtor ou de um município específico, mas da região”, ponderou.
O dinamismo nos números foi responsável, ainda, por reduzir de 3,9 kg/hectare para 2,7 kg/hectare a expectativa de produtividade nas lavouras regionais. “A gente lamenta bastante. São coisas variáveis porque ainda estamos no meio da estiagem”, disse ele.
Boletim antecipado
Em caráter excepcional, a Emater/RS-Ascar divulgou, na quarta-feira (11), um boletim atualizado da estimativa de perdas na produtividade, em relação aos dados inicialmente divulgados em agosto do ano passado, das culturas de soja e milho na projeção de safra de verão do biênio 2019/2020.
Os indicadores se referem ao monitoramento da situação das lavouras até o dia 9 de março, e não é adotado como referência de projeção para a safra. Em uma média estadual, o levantamento identificou perdas de até 75% nas plantações em alguns municípios gaúchos. A soja, cuja estimativa prévia de produção era de 19,7 toneladas, a produção atual é projetada em 13,3 milhões de toneladas. Isso representa uma redução de 32,2% na expectativa de colheita. A variação negativa também está presente na produtividade do grão, com queda de 32,3% do esperado para o período.
Outro cultivo fortemente impactado pela estiagem, o milho acompanhou a soja no decréscimo produtivo. Da estimativa inicial, de 5,9 milhões de toneladas, o balanço da entidade apontou uma redução 25,2% na produção ao reduzir para 4,4 milhões de toneladas a projeção de safra.  “A estiagem persiste, e esses números podem aumentar”, afirmou o diretor técnico da Emater/RS Ascar, Alencar Ruger.
Em uma semana de monitoramento, os números quase dobraram se comparado às estimativas divulgadas durante a 21ª Expodireto Cotrijal, em 3 de março. No período, a falta de chuvas tinha projetado a perda de produção na cultura do milho de 21,1% e da soja de 16,2%. No caso do milho, a produtividade média que estava estimada inicialmente em 7.710 kg/ha, estava prevista para ficar em 5.991 kg/ha e a soja sofrer redução de 3.315 kg/ha para 2.773 kg/ha.

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