MST doa 11 toneladas de alimentos orgânicos cultivados em assentamentos da região

Excedente da produção agrícola foi destinado a famílias vulneráveis e entidades assistenciais

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Da colheita em quatro localidades assentadas pelos camponeses do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), os alimentos orgânicos produzidos nas terras ocupadas encontram, em Passo Fundo, um ponto comum para escoamento. Na última sexta-feira (17), assim como já ocorreu em duas viagens anteriores desde o início da pandemia, os agricultores destinaram 11 toneladas de mantimentos para serem entregues às famílias em situação de vulnerabilidade social e entidades assistenciais.

Com os impactos econômicos locais gerados pela crise sanitária, tudo aquilo que não é vendido pelos produtores rurais nas feiras ecológicas ou utilizado no preparo da alimentação escolar é acomodado em caixotes reforçados e transportados, em caminhões e pequenos automóveis, às cidades da região. “O povo do campo está voltado a produzir alimentos saudáveis para estar na mesa das famílias. Esse processo de solidariedade é muito importante por se colocar ao lado da classe trabalhadora e conseguir repartir o que temos de melhor dentro dos assentamentos”, disse o camponês Marlon Rodrigues Fragas.

Das terras produtivas em Trindade do Sul, na qual ele se estabeleceu há pouco, em Gramado dos Loureiros, Ronda Alta e na Fazenda Annoni, em Pontão, mais de 400 famílias assentadas são responsáveis pelo cultivo, colheita, separação e destinação de folhosas, frutas, legumes e alimentos de origem animal excedentes para doação. “É uma resposta do MST para a sociedade, tendo em vista o processo de reforma agrária ao dividir os lotes de terra a essas famílias”, mencionou Fragas. 

As toneladas de alimentos, conforme mencionou o produtor rural, foram repartidas na região Norte com uma maior concentração de envios para as ocupações urbanas de Passo Fundo, viabilizadas pelo Comitê Popular presente na cidade e pelo projeto social Periferia Viva. “Vemos onde tem mais carência e enviamos”, afirmou. Além dos produtos da terra, três cooperativas de camponeses assentados, que fazem o processamento de ingredientes da cadeia produtiva, como leite e banha, também somaram esforços para reforçar as cestas orgânicas para os moradores em situação de insegurança alimentar. “Apesar de termos uma produção bastante diversificada, o carro-chefe na região continua sendo a soja e o leite. A gente sempre se preocupa em justificar aquilo que pautamos para a socidade ao platar árvores e produzir alimentos saudáveis”, reiterou Marlon. 

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