Geada, frio intenso e mudança no tempo marcam a semana em Passo Fundo

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Nevoeiro congelado no interior de Soledade FOTO JOZANE LORENÇONNevoeiro congelado no interior de Soledade FOTO JOZANE LORENÇON
Nevoeiro congelado no interior de Soledade FOTO JOZANE LORENÇON
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Depois de dois dias com temperaturas negativas, o tempo começa a mudar e os termômetros devem registrar temperaturas mais amenas, porém, a chuva vai retornar

A quarta-feira (25) marcou o segundo dia consecutivo com temperaturas negativas em Passo Fundo, cenário que novamente cobriu os campos com uma densa camada de geada, proporcionando paisagens típicas do inverno gaúcho. De acordo com os registros da estação automática do Inmet, a temperatura chegou a -1°C durante a madrugada. No abrigo meteorológico, da Embrapa Trigo de Passo Fundo, o valor foi de -0,6°C. A sensação térmica, calculada com base no índice termoclimático universal utilizado pelo Inmet, chegou a números ainda mais baixos: entre -7°C e -10°C, dependendo das condições de vento e umidade.

Segundo o analista do Laboratório de Agrometeorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato, a massa de ar polar que causou o frio intenso foi mais forte do que se esperava nesta quarta-feira. “A previsão indicava zero grau, mas novamente tivemos marcas abaixo de zero, com uma geada até mais forte do que a de terça-feira”, afirmou.

Além do frio, os próximos dias trarão mudanças significativas no tempo. Desde a tarde de ontem (25), as temperaturas começaram a subir gradativamente. “Ontem a máxima ficou entre 12°C e 13°C, e nesta quinta-feira os termômetros devem variar entre 7°C ao amanhecer e até 14°C no período da tarde”, explicou Pasinato. O aumento das temperaturas, no entanto, virá acompanhado por chuva.

Chuva

Para esta quinta-feira, a previsão indica um volume de precipitação entre 10 e 20 milímetros em Passo Fundo. A tendência é de que o tempo instável se mantenha nos próximos dias, com possibilidade de chuvas mais intensas no final de semana. Mesmo que a chuva caia na região Norte do Rio Grande do Sul, ela deve refletir no nível do Guaíba, em Porto Alegre, que está perto da cota de inundação. “A região Norte do Estado, incluindo o Noroeste, deve receber os maiores volumes, e parte dessa água vai desaguar nos rios que alimentam o Guaíba, como o Taquari e o Jacuí”, alerta o analista.

Região Sul

A onda de frio dos últimos dias atingiu não apenas o Rio Grande do Sul, mas também Santa Catarina e o Paraná, com registros de temperaturas negativas em praticamente toda a região Sul do Brasil, incluindo áreas de cultivo de milho safrinha no Paraná.

Segundo Pasinato, o que se observa agora é uma alternância típica do inverno: “Temos essa variabilidade, uma semana mais amena seguida de dias com frio mais intenso. Essa massa de ar polar foi curta, com dois dias muito frios, e agora seguimos com clima frio, porém menos severo”, concluiu.

Frio generalizado

Segundo dados da Metsul, praticamente todo o Rio Grande do Sul teve uma madrugada congelante nesta quarta-feira, com temperaturas mínimas abaixo de zero ao amanhecer na maior parte das regiões gaúchas.

Estações meteorológicas indicaram mínimas de -6,1ºC em Capão Bonito do Sul; -5,8ºC em Pinheiro Machado; -5,7ºC em São José dos Ausentes; -5,5ºC em André da Rocha; -5,4ºC em Soledade; -4,9ºC em Getúlio Vargas; -4,5ºC em Vacaria; -3,9ºC em Ernestina; -3,7ºC em Canela; -3,6ºC em Serafina Corrêa; -3,3ºC em São Marcos e Antônio Prado; -3,2ºC em Cambará do Sul; e -3,1ºC em Santa Rosa.

Ontem foi o 22º dia de 2025 com registro de temperatura abaixo de zero no Rio Grande do Sul. Somente neste mês de junho já são 13 dias com mínimas negativas no estado.

O amanhecer congelante foi consequência de uma massa de ar polar que chegou ao Sul do Brasil na segunda, impulsionada por um ciclone extratropical na costa da província de Buenos Aires, na Argentina. Com a diminuição do vento, céu claro e ar muito seco em altitude, as condições foram favoráveis a intenso resfriamento no começo desta quarta-feira, o que trouxe as marca excepcionalmente baixas com geada e congelamento.

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