Diesel tem fornecimento limitado e postos adotam racionamento na região

Alta na procura e cortes nas entregas pelas distribuidoras afetam abastecimento e elevam preços

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De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sulpetro), o abastecimento segue ocorrendo, mas de forma fracionada - FOTO: DIVULGAÇÃODe acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sulpetro), o abastecimento segue ocorrendo, mas de forma fracionada - FOTO: DIVULGAÇÃO
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sulpetro), o abastecimento segue ocorrendo, mas de forma fracionada - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O fornecimento de diesel tem enfrentado restrições em Passo Fundo e em municípios da região norte do Rio Grande do Sul, levando postos a adotarem medidas de racionamento e a limitar o volume vendido por cliente. A situação se agravou nos últimos dias, com o aumento da procura e as dificuldades de reposição junto às distribuidoras.

Em Passo Fundo, estabelecimentos relatam dificuldades para adquirir o diesel na quantidade habitual. Em uma rede de postos, um operador de caixa afirma que a demanda cresceu rapidamente, enquanto o fornecimento passou a ser limitado. O vice-prefeito de Pontão, Nilton Alves Verlindo, também relatou problemas ao tentar abastecer na cidade. “Parei no posto perto da BR-285 e não consegui abastecer com S500. Retornei, e no outro posto também não havia disponível”, afirmou. Segundo ele, ainda há pontos com diesel S500, mas o S10 já começa a faltar.

Racionamento e aumento da demanda

Em Ernestina, a situação é considerada crítica. O proprietário de um posto relata que o cenário piorou após o início de um conflito internacional recente, que impactou a cadeia de abastecimento. “Desde aquela segunda-feira já começaram os cortes de pedido. E cada dia foi se agravando mais”, disse.

Ele destaca que o período de safra aumenta ainda mais a demanda por diesel. “Todo mundo está precisando de diesel neste momento para iniciar a colheita. O povo fica com medo de faltar e acaba comprando mais”, explicou. Para tentar atender mais clientes, o posto adotou limite de até 500 litros por consumidor cadastrado. “A gente está racionando para não deixar ninguém desamparado, principalmente os agricultores”, afirmou.

Além da escassez, os preços seguem em alta. “Não teve uma carga que a gente recebeu sem aumento. Sempre vem com preço novo”, relatou o empresário.

Reflexos em outros municípios

A limitação no fornecimento também atinge cidades vizinhas. Em Pontão, a prefeitura já raciona o uso de diesel para evitar a paralisação de máquinas. “Já estamos racionando para não deixar equipamentos parados nos trechos”, afirmou o vice-prefeito.

Em Mato Castelhano, postos operam com estoque reduzido. Segundo relato de um estabelecimento, apenas o diesel S10 está disponível, com limite de até 2 mil litros. Já em Tio Hugo, apesar de a reposição ainda ocorrer, o controle de estoque é rigoroso. “Estamos vendendo conforme recebemos. Se vemos que vai faltar, seguramos para serviços essenciais, como saúde e outros órgãos públicos”, explicou o gerente de um posto.

Posicionamento do setor

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sulpetro), o abastecimento segue ocorrendo, mas de forma fracionada. A entidade informa que as distribuidoras não estão entregando a totalidade dos pedidos feitos pelos postos, tanto para diesel quanto, mais recentemente, para gasolina.

O Sulpetro reforça que não há desabastecimento generalizado, mas sim uma redução no volume repassado, o que tem impactado diretamente a rotina dos postos e dos consumidores.

Com a demanda elevada pela safra e a incerteza no fornecimento, a tendência é de manutenção do cenário de restrição nos próximos dias, com reflexos diretos no campo, no transporte e no custo dos combustíveis na região.

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