O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) adiou a licitação das obras de pavimentação da BR-153, a Transbrasiliana, entre Passo Fundo e Erechim, que estava marcada para a próxima segunda-feira (10). Segundo o órgão, a suspensão é temporária e ocorre para permitir a revisão da planilha orçamentária do empreendimento.
De acordo com o DNIT, a área técnica identificou a necessidade de reavaliar o percentual destinado às despesas indiretas e à margem de lucro relacionada à aquisição de materiais betuminosos, insumos utilizados na pavimentação da rodovia. O objetivo é adequar os valores previstos antes da abertura do processo licitatório.
O órgão reforçou que a medida não representa o cancelamento da concorrência. A expectativa é de que um novo edital seja publicado ainda durante o mês de agosto, acompanhado da definição de uma nova data para a apresentação das propostas.
Investimento de R$ 584 milhões
Anunciado em julho, o projeto prevê investimento estimado em R$ 584,2 milhões para a contratação da empresa responsável pelas obras no trecho entre Passo Fundo e Erechim.
Além da pavimentação dos 68,4 quilômetros da rodovia, o contrato contempla intervenções para ampliar a capacidade operacional da BR-153, executar melhorias de segurança viária e eliminar pontos considerados críticos ao longo do percurso. Após a assinatura da ordem de serviço, o prazo previsto para a execução das obras é de 36 meses.
Demanda histórica da região
Inaugurada na década de 1960, a BR-153 atravessa os estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O trecho entre Passo Fundo e Erechim, passando por Coxilha, Sertão e Ipiranga do Sul, é o único da região Sul que permanece sem pavimentação.
A ausência de asfalto obriga motoristas a utilizarem a ERS-135 como principal ligação entre os dois municípios, enquanto o leito original da BR-153 apresenta condições precárias, com trechos de pedras, barro e poeira. Além de dificultar o deslocamento e o transporte de cargas, a situação aumenta o risco de acidentes e compromete a segurança dos usuários.
A pavimentação da Transbrasiliana é uma reivindicação histórica da região norte do Estado, defendida há décadas por lideranças políticas, entidades empresariais e representantes da sociedade civil.



