Município registra atraso na aplicação de segunda dose da Coronavac

Cenário é motivado pelo atraso na entrega de vacinas por parte do Instituto Butantan; conforme a Secretaria Municipal de Saúde, Passo Fundo ainda precisa receber mais de cinco mil doses para cumprir o esquema de vacinação de pessoas com prazo até o dia 30 de abril

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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A Secretaria Municipal de Saúde confirmou atraso na aplicação da segunda da dose da CoronaVac no município. De acordo com a pasta, em Passo Fundo, mais de cinco mil pessoas deveriam completar o esquema vacinal até o dia 30 de abril, no entanto, o município ainda não recebeu as doses necessárias para aplicação. O intervalo recomendado entre a primeira e a segunda dose do imunizante é de 14 a 28 dias. A pasta afirma que o cenário acontece em razão do atraso na entrega de vacinas pelo Instituto Butantan, devido à falta de insumos para fabricação do imunizante.

A expectativa é de que a situação seja regularizada em breve, a partir da chegada de novas remessas da vacina, uma vez que o Butantan anunciou a obtenção do insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima necessária para produção de novas doses, que estava em falta até então. Não há, no entanto, uma previsão concreta de quando as doses chegarão ao município. “Não possuímos a informação de quando o problema do atraso das doses da Coronavac será resolvido. O que sabemos é que houve um atraso de aproximadamente 15 dias de importação do IFA”, explica a secretária municipal de Saúde, Cristine Pilati, reiterando que o problema é registrado em todo o país. O mesmo não ocorre no caso da vacina AstraZeneca, produzida pela Fiocruz.

A probabilidade é de que pessoas com prazo para receber a segunda dose da Coronavac nos próximos dias sejam vacinadas com 7 a 10 dias de atraso. Ainda de acordo com a secretaria municipal de Saúde, até o momento, 9,9% da população passo-fundense já recebeu a segunda dose do imunizante. As doses foram suficientes apenas para completar o esquema vacinal de parte das pessoas com prazo até 22 de abril. Elas foram vacinadas no último sábado (24), com dois dias de atraso.

De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos, não há nenhuma evidência de que a ampliação do prazo para a aplicação da segunda dose prejudique o esquema vacinal, porém, é importante que se tome o quanto antes.


Mais de 44 mil pessoas receberam a primeira dose

De acordo com a Prefeitura de Passo Fundo, 44,2 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus no município. O número coloca a cidade na terceira posição entre os 15 municípios gaúchos mais populosos que mais aplicaram a primeira dose, com 19,9% das pessoas vacinadas. Os dados foram apresentados nessa segunda-feira (26), pelo prefeito Pedro Almeida e a secretária de Saúde, em reunião do Comitê de Orientações Emergenciais (COE).

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, neste momento, é finalizada a segunda das três etapas de vacinação previstas no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Enquanto a primeira fase teve como grupos prioritários profissionais da área da saúde, idosos com mais de 75 anos, pessoas acamadas com mais de 60 anos – posteriormente, estendidas às com mais de 18 anos –, residentes e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIS) e indígenas aldeados, a população-alvo da segunda fase foram os idosos de 60 a 74 anos.

A secretária de Saúde elencou os percentuais de cobertura, que possibilitam avaliar como está sendo o processo de imunização na cidade. “Nós fizemos um acompanhamento diário da vacinação. A partir disso, visualizamos os grupos que ainda demandam vacinas e identificamos as próximas ações que podem ser tomadas para otimizar o processo”, destacou Cristine.

Polo em saúde, Passo Fundo registra 107% dos profissionais da área vacinados. Cristine justifica que o índice foi obtido devido ao aumento de pessoas vacinadas com relação à previsão feita inicialmente. “O número de profissionais estimados correspondia à última vacinação contra a Influenza e apontavam para cerca de 11,7 mil profissionais. Tivemos mais de 12,6 mil vacinados”, afirma.

Enquanto isso, a taxa de cobertura dos idosos varia de acordo com as faixas etárias: dos 80 anos ou mais, chegou a 84,4%; de 75 a 79 anos, a vacinação atingiu 96,8%, o maior índice; de 70 a 74 anos, foram 92,5% das pessoas vacinadas; de 65 a 69, 91,5% da população recebeu a vacina; já o grupo de 60 a 64 anos apresenta o menor percentual, com 81,2% de cobertura. Demais grupos – residentes e trabalhadores de ILPIS, pessoas acamadas e indígenas aldeados – foram 100% vacinados com a primeira dose.


Próxima etapa

De acordo com o PNI, divulgado em janeiro pelo governo federal, após a conclusão da vacinação dos idosos, será a vez das pessoas com comorbidades. “A previsão é de que iniciaremos a terceira etapa prevista na metade do mês de maio”, pontua Cristine.

Entre as comorbidades, estão doenças pulmonares, renais crônicas, cardiovasculares, oncológicas, imunossupressivas e alguns casos obesidade com IMC superior a 40. Também deverão ser vacinadas as pessoas com diabetes melitus, hipertensão e síndrome de down.

Não há uma determinação de como será realizada a vacinação desse grupo por parte do Ministério da Saúde, que autorizou os estados a definirem o processo. No entanto, a secretária adianta que as pessoas precisarão comprovar a condição. “O ideal é que elas apresentem o atestado médico referindo que estão nesse grupo de comorbidades. Caso tenham dificuldades para adquirir esse documento, terão de trazer as últimas receitas comprovando o uso de medicações”, menciona.

 

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