Pessoas com comorbidades começarão a ser vacinadas contra a Covid-19 em Passo Fundo

Neste sábado, receberão a primeira dose da vacina idosos com 60 anos ou mais e pessoas com Síndrome de Down que têm 18 anos ou mais, pessoas com doenças renais em diálise que possuem 18 anos ou mais e gestantes e puérperas com comorbidades

Por
· 4 min de leitura
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
Foto: Divulgação
Você prefere ouvir essa matéria?

A vacinação de pessoas com comorbidades terá início neste sábado (1) em Passo Fundo. Após confirmar o recebimento de mais uma remessa da vacina AstraZeneca, com 5.845 doses, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou o cronograma: das 8h às 14h, no CTG Lalau Miranda, poderão receber a primeira dose idosos com 60 anos ou mais que perderam a data de vacinação da sua faixa etária, pessoas com Síndrome de Down que têm 18 anos ou mais, pessoas com doenças renais em diálise que possuem 18 anos ou mais e gestantes e puérperas com comorbidades.

Na segunda-feira (3), a vacinação continuará para os grupos com comorbidades. Também poderão ser vacinadas pessoas com comorbidades que possuem de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC). A aplicação ocorrerá no CTG e em outras oito unidades de saúde.

A secretária de Saúde, Cristine Pilati, enfatiza que o município está entrando na terceira etapa de vacinação prevista no Plano Nacional de Imunizações (PNI), que terá duas fases. “Estamos seguindo rigorosamente os grupos determinados pelo Ministério da Saúde. Para otimizar o atendimento e devido ao grande número de pessoas que deverão ser vacinadas, dividimos a primeira fase das comorbidades em dois dias”, afirmou. 

Para receber a primeira dose da vacina, quem tem comorbidades deverá apresentar, além de documento de identificação com foto, CPF ou cartão SUS e comprovante de residência, atestado médico ou receitas atualizadas de medicamentos de uso contínuo. Gestantes e puérperas terão de apresentar o cartão da gestante.


Cronograma de vacinação


- Sábado, 1 de maio


Primeira dose AstraZeneca

CTG Lalau Miranda, também em formato drive-thru (no carro)

Das 8h às 14h


- Pessoas com 60 anos ou mais

- Pessoas com Síndrome de Down que têm 18 anos ou mais, pessoas com doenças renais em diálise que possuem 18 anos ou mais e gestantes e puérperas com comorbidades.



- Segunda-feira, 3 de maio


Primeira dose AstraZeneca


- Pessoas com comorbidades que possuem de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC)


No CTG Lalau Miranda, 8h às 15h


No Ambulatório de Especialidades, Cais Hípica e Cais Vila Luíza, ESF Nenê Graeff, ESF Zachia, ESF Donária/Santa Marta, ESF Vila Nova e ESF São José, das 9h às 14h


São comorbidades


Em nota técnica, o Ministério da Saúde definiu que são comorbidades para a vacinação contra a Covid-19:


Diabetes: pessoas com diabetes mellitus 

Pneumopatias crônicas graves: inclui doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática). 

Hipertensão Arterial Resistente (HAR): quando a pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão arterial controlada com uso de quatro ou mais anti-hipertensivos. 

Hipertensão arterial estágio 3: pressão arterial sistólica igual ou maior a 180 e/ou diastólica igual ou superior a 110, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) ou comorbidade. 

Hipertensão arterial estágios 1 e 2: com lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) e/ou comorbidade. Pressão sistólica entre 140 e 179 e/ou diastólica entre 90 e 109 na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade. 

Insuficiência cardíaca: insuficiência com fração de ejeção (capacidade de bombeamento do coração) reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independentemente de classe funcional da New York Heart Association. 

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar: cor-pulmonale crônico (problema no ventrículo direito que resulta em distúrbio pulmonar), hipertensão pulmonar primária ou secundária. 

Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins). 

Síndromes coronarianas: síndromes crônicas como Angina Pectoris (estreitamento das artérias que levam sangue ao coração) estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio, entre outras. 

Valvopatias: lesões de válvula cardíaca com repercussão na circulação do sangue, sintomática ou com comprometimento miocárdico. 

Miocardiopatias e pericardiopatias: de quaisquer causas ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática. 

Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos. 

Arritmias cardíacas: com relevância clínica e/ou cardiopatia associada. 

Cardiopatia congênita no adulto: com repercussão na circulação do sangue, crises hipoxêmicas (pouco oxigenação), insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico. 

Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: portadores de próteses de válvula biológicas ou mecânicas; dispositivos cardíacos implantados (marcapasso, cardiodesfibrilador, ressincronizador, assistência circulatória de média ou longa permanência). 

Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.

Doença renal crônica: estágio 3 ou mais e/ou síndrome nefrótica (conjunto de sinais que caracterizam uma doença renal e evolução crônica). 

Imunossuprimidos: transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente superior a 10 mg ao dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses; neoplasias hematológicas. 

Anemia falciforme: todas as pessoas com a doença.

Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40.

Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21.

Cirrose hepática: Child-Pugh (tipo de escore de classificação) A, B ou C.



Vacinação contra a Influenza

Como a imunização contra a Influenza ocorrerá simultaneamente à vacinação contra a Covid-19, uma das dúvidas está relacionada com o tempo de intervalo entre uma vacina e outra. Considerando a ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas, o Ministério da Saúde indica um período de intervalo de 14 dias. A recomendação é que os grupos prioritários, se possível, recebam primeiro a vacina contra a Covid-19 e, depois, a da gripe.


Gostou? Compartilhe