O pneumologista e coordenador médico das unidades de atendimento à Covid-19 do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dr. Gustavo Picolotto, discorreu sobre os principais sintomas identificados até o momento em uma live promovida pelo HC. O especialista destacou que as pesquisas e conhecimentos sobre a Covid-19 e seus efeitos no organismo permanecem em constante execução. “Estamos sempre em equipe buscando conhecimento para buscar repassar a quem necessita saber disto. A Covid é uma doença que retira muita energia do organismo e isso continua em longo prazo. O tempo é variável, dependendo de paciente para paciente”, evidenciou.
Fadiga e dor de cabeça
“Falando especificamente do pós-Covid a gente tem uma porcentagem da população que fica com sintomas em longo prazo. Entre as sequelas mais comuns, a mais prevalente é a fadiga. A pessoa sente-se mais lentificada nas atividades, principalmente ao final do dia, sente-se mais cansada, com certa sonolência anormal, este é o principal sintoma”, salientou Picolotto. Em alguns casos, os sintomas não necessitam de tratamento específico, considerando-se os casos em que eles não são prejudiciais à rotina de atividades do paciente. “Outro sintoma mais comum é a cefaleia, a dor de cabeça. Em torno de 55% da população fica com dor de cabeça pós-Covid, com intensidade variável, com tempo variável e horários do dia variáveis. Isso não quer dizer que isso seja algo preocupante e que seja necessário tratar de uma forma diferenciada”.
Outros sintomas
Ansiedade e sintomas depressivos também são frequentes. “A entrada do vírus em nosso sistema nervoso central ocorre via nervo olfatório, e acaba adquirindo Covid pelas vias aéreas e pode acabar atingindo o nervo olfatório. Então o cérebro desenvolve complicações neurológicas, cefalites, mas também desenvolve sintomas depressivos”. O especialista destacou outros comprometimentos que também podem ocorrer. “O paciente pode ficar mais tempo sem sentir o gosto e cheiro, dores musculares, dor torácica, que surge e desaparece de forma súbita. Sintomas gastrointestinais também são bastante comuns”, pontuou o médico pneumologista.



