Natália Fávero/ON
O sistema de bilhetagem eletrônica oferecerá a possibilidade de identificar o proprietário do cartão através do rosto e a recarga poderá ser feita pela Internet. O modelo que deverá ser implantado na cidade foi definido em uma reunião na última sexta-feira, entre as empresas que detém o transporte coletivo na cidade (Codepas, Coleurb e Transpasso) e o prefeito Airton Dipp. Os usuários e empresários poderão definir o crédito conforme as suas necessidades. O sistema deverá ser implantado nos cerca de 160 ônibus da cidade em etapas, a partir do início de 2011.
A empresa que prestará o serviço ainda não foi escolhida, mas isso deverá acontecer em breve, já que, a intenção é iniciar a implantação no início do próximo ano. A Codepas é responsável pela administração do sistema. O diretor presidente da empresa pública, Clademir Bragagnolo, disse que falta resolver alguns detalhes ainda, porque não existe um pacote pronto. Cada cidade tem que desenvolver o software específico para a sua realidade. Entre as características do sistema está a possibilidade de identificar o proprietário do cartão, através da biometria facial, ou seja, de uma espécie de impressão digital do rosto.
A venda e a recarga do cartão poderão ser feitas pela Internet. “Uma das opções do usuário será comprar os créditos pela Internet pagar o boleto e o cartão será automaticamente recarregado no ônibus”, explicou Bragagnolo. Os usuários e os empresários poderão definir a quantidade de passes. Poderão recarregar para os 30 dias ou apenas para quantas vezes utilizará o ônibus durante a semana.
A implantação ocorrerá em etapas. Primeiro com os estudantes, depois com os idosos e trabalhadores. As empresas já estão trabalhando para a modernização do novo sistema. A locação dos equipamentos para cada ônibus custa entre R$ 300,00 e R$ 500,00. “O principal benefício da bilhetagem eletrônica será a eliminação dos assaltos que coloca atualmente em risco a vida dos cobradores, motoristas e usuários de ônibus. Também contribuirá para a redução de fraudes”, explicou Bragagnolo.


