As vocações estão em crise- Parte 2

Realidade vivida pelas congregações de irmãs é a mesma que os seminários enfrentam com a diminuição dos jovens interessados pelo sacerdócio

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A situação mostrada na primeira parte desta reportagem na edição do final de semana também é encontrada na formação sacerdotal da Arquidiocese de Passo Fundo. O padre Leandro Mello é o responsável pela área das vocações. Ele concorda em muitos pontos com a irmã Lori Steffen – citada na primeira parte da reportagem - com relação à mudança do perfil das famílias. A diminuição do número de filhos e a falta de convívio influenciada pela rotina agitada das pessoas estão entre mudanças que acarretam a diminuição das vocações. O crescimento das oportunidades profissionais e de estudo muitas vezes deixam os jovens indecisos sobre o futuro que desejam ter e contribuem para a diminuição dos seminaristas.
O padre salienta que hoje falta incentivo para as pessoas que querem seguir o sacerdócio, mas não apenas para esta vocação. “Não há muito incentivo para as vocações. Todas elas. Não só a religiosa ou sacerdotal. Até mesmo para a vocação familiar. Se for ver quantos casamentos saem hoje, não são muitos. Antigamente as pessoas casavam mais e duravam mais os matrimônios”, compara. A incerteza é outro problema.
Dúvida
Ele conta que na semana que passou ele conversou com dois jovens interessados em ingressar no seminário. A maior dificuldade deles era saber o que realmente queriam. “Um pensa em ser médico ou vir para o seminário. A dúvida dele era porque os vestibulares para os dois acontecem no mesmo dia”, disse. A falta de apoio favorece esses casos. “Muitas vezes as pessoas não apoiam, ou não tem um clima vocacional e as outras oportunidades são mais chamativas. A vivência religiosa ou sacerdotal é tão alegre e tão boa quanto as outras. Esses dias tivemos aqui no seminário um encontro com jovens e eles ficaram encantados porque não imaginavam como era. As pessoas têm a figura de que o padre tem que ser naquele esquema: meio velho, careca, de óculos”, observa.
Outro problema comum enfrentado pelos seminaristas está nas escolas. “Acontece em muitos lugares, principalmente nas escolas, das pessoas tirarem onda. Não é uma agressão, mas é tirar onda. Você fica brincando e há uma espécie de brincadeira que é pejorativa. Na mentalidade do jovem pode influenciar. Tudo aquilo que causa uma repressão é prejudicial”, pontua.

A situação mostrada na primeira parte desta reportagem na edição do final de semana também é encontrada na formação sacerdotal da Arquidiocese de Passo Fundo. O padre Leandro Mello é o responsável pela área das vocações. Ele concorda em muitos pontos com a irmã Lori Steffen – citada na primeira parte da reportagem - com relação à mudança do perfil das famílias. A diminuição do número de filhos e a falta de convívio influenciada pela rotina agitada das pessoas estão entre mudanças que acarretam a diminuição das vocações. O crescimento das oportunidades profissionais e de estudo muitas vezes deixam os jovens indecisos sobre o futuro que desejam ter e contribuem para a diminuição dos seminaristas.O padre salienta que hoje falta incentivo para as pessoas que querem seguir o sacerdócio, mas não apenas para esta vocação. “Não há muito incentivo para as vocações. Todas elas. Não só a religiosa ou sacerdotal. Até mesmo para a vocação familiar. Se for ver quantos casamentos saem hoje, não são muitos. Antigamente as pessoas casavam mais e duravam mais os matrimônios”, compara. A incerteza é outro problema.

DúvidaEle conta que na semana que passou ele conversou com dois jovens interessados em ingressar no seminário. A maior dificuldade deles era saber o que realmente queriam. “Um pensa em ser médico ou vir para o seminário. A dúvida dele era porque os vestibulares para os dois acontecem no mesmo dia”, disse. A falta de apoio favorece esses casos. “Muitas vezes as pessoas não apoiam, ou não tem um clima vocacional e as outras oportunidades são mais chamativas. A vivência religiosa ou sacerdotal é tão alegre e tão boa quanto as outras. Esses dias tivemos aqui no seminário um encontro com jovens e eles ficaram encantados porque não imaginavam como era. As pessoas têm a figura de que o padre tem que ser naquele esquema: meio velho, careca, de óculos”, observa.Outro problema comum enfrentado pelos seminaristas está nas escolas. “Acontece em muitos lugares, principalmente nas escolas, das pessoas tirarem onda. Não é uma agressão, mas é tirar onda. Você fica brincando e há uma espécie de brincadeira que é pejorativa. Na mentalidade do jovem pode influenciar. Tudo aquilo que causa uma repressão é prejudicial”, pontua.

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