Três momentos do comunismo em Passo Fundo

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As homenagens aos 90 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil (PC do B), devem se estender ao longo do ano em todo  o Brasil. No Rio Grande do Sul, o evento mais marcante da data aconteceu em março, com a entrega da medalha 53º Legislatura da Assembleia a 15 personalidades do partido.

Criado em 25 de março de 1922, com a sigla PCB, o partido que enfrentou mais de três décadas de clandestinidade, vive um momento especial no cenário político do país. Nas eleições de outubro, os comunistas estarão na briga pelo comando de nove capitais. Em Porto Alegre, a deputada federal e pré-candidata Manuela d´Ávila, lidera as pesquisas.

Em Passo Fundo, após 67 anos de história, e de três mandatos no legislativo, o PC do B, pela primeira vez, deverá compor a chapa na majoritária.

O Nacional resgata, a partir de depoimentos sobre alguns personagens, três momentos considerados, pelas próprias lideranças, como  fundamentais para a consolidação do partido no município. Confira o especial completo nas edições impressa e digital de O Nacional.


Um pouco sobre os personagens:


O comunista que esculpia santos
As mãos que esculpiram os santos da igreja Catedral de Passo Fundo, e construíram outros prédios históricos da cidade e da região, são as mesmas que ajudaram a fundar o PCB, na cidade, no ano de 1945. Construtor e escultor, Ernesto Delvaux, juntamente com a professora Albertina Rosado, e outros personagens, representam o primeiro momento do comunismo em Passo Fundo. 

O comunista que esculpia santos

As mãos que esculpiram os santos da igreja Catedral de Passo Fundo, e construíram outros prédios históricos da cidade e da região, são as mesmas que ajudaram a fundar o PCB, na cidade, no ano de 1945. Construtor e escultor, Ernesto Delvaux, juntamente com a professora Albertina Rosado, e outros personagens, representam o primeiro momento do comunismo em Passo Fundo.

A retomada nos anos 80


Advogado e mestre em história, o autor do livro Partido Comunista do Brasil, lançado em novembro do ano passado, Emerson Lopes Brotto, tinha 22 anos, quando passou a ser figura central da chamada segunda fase do comunismo em Passo Fundo, juntamente com outros universitários. Depois de amargurar mais de 30 anos na clandestinidade e abandonar totalmente as atividades políticas, o partido volta a se organizar no município, já com a sigla PC do B. Acontecimentos no cenário da política nacional, no início dos anos 80, como a campanha pelas Diretas Já, impulsionam a retomada do debate, e sinalizam para o fim da ditadura. Atento aos acontecimentos, o jovem estudante organiza uma comissão provisória, prelúdio do que viria a ser mais tarde, o Diretório Municipal. Legalizado em 85, no ano seguinte, finalmente o PC do B concorre a uma eleição. Brotto torna-se candidato a Deputado Federal. “A intenção era começar a dar visibilidade ao partido e iniciar a reestruturação. Formar uma militância” comenta. 

O partido nas mãos dos secundaristas

Na primeira metade dos anos 90, os universitários do partido concluíram seus cursos. Muitos mudaram de cidades, outros casaram-se e abandonaram a militância. A exemplo do início da década de 1980, outro acontecimento político de repercussão nacional agita o país. O movimento Fora Collor, contagia os estudantes. Alunos secundaristas passam a militar e tornam-se a identidade do partido em Passo Fundo. É nesse período que o líder estudantil do Fagundes dos Reis, Juliano Roso, troca o PT e passa a fazer parte do Partido Comunista do Brasil.
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