Após um ano, INSS segue investigações de fraude contra a Previdência

Cerca de 60 benefícios estão sendo analisados por suspeita de fraude depois que a Operação Van Gogh foi deflagrada em outubro de 2011

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Um ano após a realização da Operação Van Gogh, o INSS continua as investigações de fraudes contra a Previdência Social. Até o final do mês de novembro, 58 benefícios devem ser revisados por uma junta médica para apurar se houve algum tipo de fraude quando foram concedidos. A lista dos beneficiários a serem analisados foi apontada pelo setor de estratégia do instituto.

De acordo com o gerente executivo do INSS em Passo Fundo Adair Carlos Maciel a lista de benefícios a serem reanalisados foi recebida há pouco mais de um mês pelo instituto. Esses segurados passarão por nova perícia que será realizada por uma junta médica. Os resultados pontuais sobre se houve ou não fraude nesses benefícios será apresentada ao final da análise feita pelo grupo estratégico.

Conforme Maciel, a diminuição no número de perícias agendadas desde que a operação foi realizada foi menor do que o esperado. Atualmente, são realizados cerca de 400 atendimentos por dia na agência, dos quais 75% são de perícia médica. O maior número de casos é relacionado a problemas de depressão e de ortopedia.

Para diminuir as possibilidades de fraude, Maciel destaca que há uma mobilização constante de revisão de benefícios e análise criteriosa de cada situação. “Temos um grupo que constantemente realiza a verificação dos benefícios concedidos e qualquer problema que seja apontado é realizada uma análise mais criteriosa”, reitera Maciel. Ele ainda enfatiza que os segurados podem ficar tranquilos quanto à concessão de benefícios quando houver a necessidade.

Agenda
O tempo de espera para realização da perícia teve uma diminuição considerável nos últimos meses. Um mutirão focado em resolver essa situação foi responsável por diminuir o tempo de espera de 45 para 15 dias na agência. Nos últimos meses, agencias da região receberam novos servidores e a agência de Passo Fundo recebeu servidores que pediram transferência. Atualmente são 12 médicos para atender a demanda.

Relembre o caso
Em outubro de 2011 uma força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Previdência Social deflagrou a operação Van Gogh que desarticulou uma quadrilha especializada na venda de atestado médico falso em Passo Fundo e região. Investigado desde 2007, o grupo é suspeito de ter causado um rombo de R$ 4 milhões aos cofres da previdência e prejuízos para dezenas de empresas. A quantidade de auxílio doença para tratamento de depressão emitido pela agência de Passo Fundo despertou a atenção do setor de inteligência da Previdência Social.

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