Em Camaquã houve confronto

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Confronto entre caminhoneiros e policiais da Força Nacional na BR 116, em Camaquã, assustou a região Metropolitana, no final do dia de ontem. O confronto ocorreu depois que a Polícia Rodoviária Federal liberou a rodovia. Segundo a PRF, a medida foi necessária porque os manifestantes ainda se concentravam às margens da estrada. Até as 16h30 de ontem havia 27 pontos de manifestações em rodovias estaduais e em duas (na RS-168 em Roque Gonzales e na RS-330 em Miraguai) havia bloqueios de pistas. Nas federais,  boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicado em redes sociais às 16h dava conta de 18 locais com protestos – chegaram a 43 na última quinta-feira. O chefe de Comunicação Social da PRF, Alessandro Castro, contabilizou até às 18h desta segunda-feira 20 prisões, a maioria por descumprimento de ordens judiciais, obstrução de pistas e até vandalismo.  Agora, a expectativa de entidades principalmente ligadas ao transporte de cargas, à indústria e ao comércio é que a situação possa voltar à normalidade em meio a prejuízos. “As empresas levarão de uma semana a dez dias para voltar à normalidade”, estimou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do RS (Setcergs), Afrânio Kieling. “Ainda há pontos com bloqueios principalmente no Estado, mas estamos torcendo para que volte à normalidade.”

 Postos na região
Em Marau, os postos não têm estoque para mais de dois dias, e sofrem principalmente com a falta de gasolina. A situação é parecida a de Carazinho, onde alguns estabelecimentos não oferecem o combustível desde quarta-feira (25). Em Tapejara, apenas dois dos seis postos da cidade ainda oferecem gasolina, mas trabalham com estoque reduzido e, devido à falta nos outros postos, há um maior fluxo de clientes nos estabelecimentos. Sarandi e Sananduva têm a situação parecida. Nas duas cidades, a maioria dos postos não possui estoque para mais de um dia: falta, sobretudo, diesel e gasolina. No único posto de Floriano Peixoto não há combustível desde quinta-feira e tampouco previsão de abastecimento, o que compromete escolas, prefeitura e empresas que depende do estabelecimento. Em Getúlio Vargas dois postos ainda têm combustíveis, nos outros é registrada a falta de produto desde quarta-feira (25).

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