Coleurb vence licitação do transporte coletivo de Passo Fundo

Sem concorrentes, empresa garantiu a concessão pelos próximos 20 anos. Tarifa técnica é de R$ 9,39 e contrato prevê renovação da frota, ar-condicionado e outras melhorias.

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Comissão abriu o único envelope apresentado na licitação para a concessão do transporte coletivo de Passo Fundo - Foto: Kleiton Vasconcellos/ONComissão abriu o único envelope apresentado na licitação para a concessão do transporte coletivo de Passo Fundo - Foto: Kleiton Vasconcellos/ON
Comissão abriu o único envelope apresentado na licitação para a concessão do transporte coletivo de Passo Fundo - Foto: Kleiton Vasconcellos/ON
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A Coleurb será a responsável pela operação do transporte coletivo de Passo Fundo pelos próximos 20 anos. Única empresa a apresentar proposta na licitação promovida pela Prefeitura, a concessionária venceu o certame sem concorrência. A abertura dos envelopes ocorreu na tarde de quarta-feira (5), na Secretaria Municipal de Finanças, com tarifa técnica de R$ 9,39.

No momento da sessão, apenas a Coleurb entregou a documentação contendo a proposta de valor da passagem, critério que serviria de desempate caso houvesse mais participantes. Inicialmente, a planilha apresentada indicava tarifa de R$ 9,41, mas o valor foi reduzido para R$ 9,39 após um ajuste realizado pela própria empresa durante a abertura dos envelopes.

Em razão da alteração, a concessionária terá prazo de até cinco dias para reapresentar a planilha de custos, etapa necessária para a continuidade do processo licitatório. Depois disso, ainda serão realizadas a conferência da documentação, a homologação do resultado e a assinatura do contrato, quando passará a contar oficialmente o prazo de concessão.

Melhorias previstas

Segundo o diretor-geral da Coleurb, Carlos Henrique Pastro Pereira, a empresa adaptou sua proposta às exigências previstas no edital.

“Na realidade a proposta técnica tinha várias limitações e adequamos a nossa proposta ao que era possível. As exigências foram cumpridas”, afirmou.

Entre as principais mudanças previstas está a redução da idade média da frota para 7,5 anos, além da instalação de ar-condicionado em todos os veículos.

“Muitas das exigências colocadas no edital não estão contempladas hoje na atual prestação de serviço, o que eleva o patamar do custo. Mas acredito que, dentro da situação colocada, a população vai enxergar muitas melhorias nos próximos 20 anos”, destacou.

O diretor acrescentou que a empresa pretende cumprir integralmente as obrigações estabelecidas pelo poder público.

“É obrigação da concessionária entregar aquilo que é exigido pelo poder público. Queremos ajudar a atender a mobilidade na cidade”, afirmou.

Contrato prevê modernização

De acordo com o procurador-geral do município, Giovani Corralo, o edital permaneceu aberto por mais de dois meses para permitir a participação de empresas interessadas.

“Tivemos a proposta vencedora da atual concessionária e as melhorias incluem uma idade média da frota de 7,5 anos, colocação de ar-condicionado, bilhetagem eletrônica e a integração tarifária, na qual uma passagem integra dois trechos”, explicou.

Sobre o prazo contratual, Corralo ressaltou que a concessão de duas décadas segue o modelo adotado em processos semelhantes de transporte público.

“Todas as modelagens de transporte público ocorrem neste período”, afirmou.

Funcionários da Codepas protestam

Enquanto a comissão realizava a abertura dos envelopes, funcionários da Codepas promoveram um ato em frente ao Paço Municipal. Como a empresa pública não participou da licitação, deixará de operar o transporte coletivo quando o novo contrato entrar em vigor.

Atualmente, a Codepas atende sete linhas que passam por bairros como São José, Secchi, Integração e Valinhos, empregando aproximadamente 100 trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários (Sindiurb), Miguel Valdir Santos, afirmou que a categoria acompanha o processo com preocupação.

“A Codepas era a alternativa para os funcionários, além da Coleurb. A luta pelo encerramento ainda não acabou, estamos na Justiça e mostramos que a Codepas é viável, até pelo Índice de Passageiro por Quilômetro, que era menor em relação ao da Coleurb”, declarou.

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