OPINIÃO

Fatos 22.03.2019

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· 3 min de leitura
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“Não é pelos olhos verdes do prefeito!”

O prefeito Luciano Azevedo foi questionado recentemente durante uma palestra que deu na Famurs sobre qual o segredo do crescimento e desenvolvimento de Passo Fundo em meio a uma das piores e mais longas crises do país. “Não é pelos olhos verdes do prefeito”, brincou ao responder. Foi lembrando da forma descontraída com que respondeu ao questionamento, que ele  encerrou a palestra de 30 minutos que deu durante reunião-almoço da CDL. Para Luciano, existem três fatores determinantes do sucesso da cidade. O primeiro está relacionado com a sua formação. A cidade é multicultural e formada por várias etnias e tem como característica receber e integrar a todos. “Mais da metade da população não nasceu aqui, escolheu Passo Fundo para viver”, completou. Outro fator, na visão dele, é a convivência harmoniosa entre políticos que, mesmo disputando eleitoralmente, se relacionam bem independentemente dos espaços sociais e públicos que frequentam. “Isso produz exemplos para a comunidade. Olhem para outras cidades como a dificuldade é muito maior e isso explica simbolicamente muito”, disse. O terceiro fator, na opinião de Luciano, é que desde 1982, o município teve bons prefeitos, citando Fernando Machado Carrion, Osvaldo Gomes, Julio Teixeira e Airton Dipp. “Todos, ao seu tempo, foram eficientes e isso se chama continuidade administrativa”,  finalizou. 

Assertivo

A palavra resume a fala do prefeito Luciano para cerca de 400 pessoas. O prefeito levou números e os comparou para provar que Passo Fundo é uma cidade que cresce e se desenvolve fora da curva e em meio a uma das maiores e piores crises do Brasil. Comparou vários índices com Chapecó, SC, cidade a qual muitos gostam de fazer relação. E um dos casos é o aeroporto. “Não sei quantas vezes já fui questionado sobre porque Passo Fundo não tem um aeroporto como Chapecó. E eu repito, estamos falando de outro Estado, onde o ICMS é menor e existe uma legislação municipal própria, regrando o aeroporto de lá”, diz. Segundo ele, enquanto ficamos fazendo tais comparativos, esquecemos de dizer que o aeroporto de Passo Fundo é o terceiro melhor do Estado e que em 2018 transportou 126 mil passageiros. “Precisa de obras? Sim, precisa e elas serão realizadas!” completou. 

Bomba

Mesmo aguardadas, desde que deixaram o governo, as prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, caíram como uma bomba no Congresso Nacional e podem interferir no andamento da reforma da previdência. Temer é um político que atua há quatro décadas. Conhece como ninguém os meandros e a movimentação de outros políticos, que temem uma delação premiada. O MDB é partido que esteve presente em todos os governos desde a redemocratização, incluindo o de Jair Bolsonaro.

Mercado responde

Assim que se efetivaram as prisões de Temer e Moreira Franco, a Ibovespa chegou a cair 2,5%. Analistas do mercado dispararam a seguinte nota a seus clientes:  "Um ambiente mais turvo e quente no Congresso não tem como ser bom para a reforma da Previdência. Judiciário e MP, que hoje prendem Temer, são as mesmas categorias que, junto com outras da elite do funcionalismo, farão pressão pesada contra a reforma no Congresso. Quanto maior o empoderamento fora, maior o poder de fogo dentro das Casas". A preocupação não era com o ex-presidente, mas com a repercussão no Congresso.

Investigação e provas

A operação realizada ontem pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, é desdobramento da Operação Radioatividade, que investiga desvios nas obras da Usina Nuclear de Angra 3. Os pedidos de prisão tiveram como base a colaboração premiada do empresário José Antunes Sobrinho, dono da empreiteira Engevix. No depoimento, o empresário mencionou pagamentos indevidos de R$ 1 milhão em 2014. Como parte das provas reunidas pelos investigadores, estão investimentos em imóveis de luxo feitas pelo ex-presidente. Há coincidência, por exemplo, de compras de imóveis, dias após ele ter recebido propina da JBS. O esquema comandado por Temer, segundo a Procuradoria da República, resultou em R$ 1,8 bilhões em propina.

Mandato

O professor e consultor em administração José Adriano da Silva, informou à executiva do PDT, que vai concluir o mandato como membro do diretório e da executiva, mas vai deixar a direção do partido a partir de maio, quando serão realizadas novas eleições. Adriano permanecerá filiado e manifesta respeito e apoio a pré-candidatura do vereador Márcio Patussi à Prefeitura de Passo Fundo, em 2020, reiterando que a contribuição será apenas como filiado e não mais como membro ou dirigente partidário.

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