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Produção gaúcha, que acompanha movimento de resistência organizado por Leonel Brizola, entra em cartaz na rede Arcoplex

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O longa nacional "Legalidade", do diretor bajeense Zeca Brito, entra em cartaz em Passo Fundo, no cinema Arcoplex do Bella Città Shopping Center, a partir de quinta-feira (19). O filme é ambientado no fatídico ano de 1961, quando Leonel Brizola, então governador do RS, organizou um movimento de resistência à tentativa dos militares de impedir a posse do vice-presidente João Goulart, após a renúncia do presidente Jânio Quadros.


A produção é da Prana Filmes, de Luciana Tomasi, com distribuição da Boulevard Filmes. No elenco estão Cleo, Letícia Sabatella e Leonardo Machado (1976-2018) e Sapiran Brito, que dividem o papel de Brizola em duas épocas. "Legalidade", que teve sua primeira exibição gaúcha no Festival de Gramado deste ano, levou os troféus de melhor direção, ator (Leonardo Machado), fotografia (Bruno Polidoro) e direção de arte (Adriana Borba) do 42º Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís (MA). O longa-metragem teve sua estreia mundial em abril deste ano, no 35º Festival de Cinema Latino de Chicago (EUA). Os dias e horários de exibição estão disponíveis no site da Arcoplex.


"Legalidade" é o sexto longa de Zeca Brito e foi rodado em locações históricas na Capital e interior do Rio Grande do Sul. Mistura de fatos reais e ficção, a trama narra um triângulo amoroso em meio aos 14 dias em que durou o movimento revolucionário. Fernando Alves Pinto vive um antropólogo que disputa com seu irmão jornalista (José Henrique Ligabue) as atenções de uma correspondente internacional interpretada por Cleo. Brito divide o roteiro da produção com o porto-alegrense Leo Garcia, repetindo a parceria iniciada com a comédia adolescente "Em 97 Era Assim". Juntos, assinaram a direção do documentário "A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro", sobre a trajetória do jornalista gaúcho, que também esteve envolvido na Legalidade.


O filme começou a ser desenvolvido em 2010 e contou com um extenso trabalho de pesquisa. "Em 'Legalidade' quis falar de meu país e das raízes políticas que ligam o Brasil à América Latina, assim como a heroica façanha de Leonel Brizola, que liderou o povo brasileiro em um ato de coragem e civismo, para garantir a posse do presidente João Goulart e a soberania da nação. Através das ondas do rádio, promoveu o despertar para a Constituição e o respeito ao voto popular", explica Zeca Brito. "É um filme que trama ficção e realidade, um romance que une visões opostas de mundo. Une política, espionagem e comunicação, temas que articulam um dos momentos históricos mais intrigantes do país", conclui.

 

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