OPINIÃO

Fatos 03.12.2019

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Impacto na saúde

A greve na 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Passo Fundo, afeta o serviço de regulação, responsável por marcação, agendamento de consultas com especialistas e autorizações de internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Não só isso, também interfere no pagamento das AIHs aos hospitais, pois é de responsabilidade da coordenadoria a conferência do atendimento e o aval para pagamento. Na prática, é por meio da coordenadoria, que a população consegue acesso aos serviços públicos de saúde em diferentes instituições hospitalares. O órgão é responsável ainda pela distribuição de vacinas para a rede municipal e de medicamentos. Os casos de urgência, como a entrega de medicamentos para pacientes em tratamento estão sendo atendidos. A coordenadoria de Passo Fundo é tida como modelo no Estado pelo alto nível dos profissionais que nela atuam (são cerca de 80). Além de ser a maior em abrangência, com 62 municípios sob sua responsabilidade.

Consequências

Uma das conseqüências da greve é aumentar a fila de espera por consultas com especialistas. Dentro do critério de emergência, a regulação é feita apenas para oncologia e cárdio. O mesmo se aplica para internações hospitalares. Quem estava esperando por uma AIH, vai ter que esperar mais um pouquinho. O Hospital São Vicente de Paulo ainda não mediu o impacto da greve. Por enquanto toda a prestação de serviço está dentro do normal.

Fim da urgência

Os servidores da saúde se somam ao movimento de outras categorias contra o Pacote de Reforma Administrativa do governador Eduardo Leite. Querem a retirada do regime de urgência que impõe à Assembleia um tempo muito curto para debater a proposta e alertam para perdas salariais se os projetos forem aprovados. A pressão ganha força entre deputados aliados. Além do MDB, também PSB, PP e o mais recente ex-aliado, PSL, defendem o fim da urgência.

Entrelinhas

Nas letrinhas miúdas das propostas, os servidores da saúde identificaram ainda a tentativa de retirar direitos constitucionais consolidados, como a proibir assembleias da categoria.

Só conversa?

PSDB conversa com DEM, com PSD e com o PP. Estaria surgindo uma nova frente para 2020?

Na rota

O Jornal do Comércio publicou ontem o seu Anuário de Investimentos do RS em 2019. Feito a partir de reportagens publicadas pelo jornal e com dados confirmados na Secretaria de Desenvolvimento, o jornal levantou cerca de 100 aportes anunciados, em execução ou inaugurados ao longo deste ano, em mais de 50 cidades e identificou que houve uma elevação nos aportes, na ordem de 40%. Os investimentos cresceram de R$ 22,2 bilhões em 2018, para R$ 31,2 bilhões neste ano. Passo Fundo aparece em dois momentos. O primeiro é com a previsão de investimento de R$ 44 milhões na obra do aeroporto. O segundo é com investimento de R$ 20 milhões ReiterLog na instalação do CD da Aurora.

Não é brincadeira, não!

Na semana passada, as declarações do novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, causou espanto pelo despropério. Alçado ao cargo para defender as políticas públicas dos negros, ele defendeu o fim do movimento, afirmando que “a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes.” E quando a gente imagina que já viu tudo e que, por favor, já deu para o ano, o novo presidente da Funarte, Dante Mantovani, sai com essa: "O rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo".  E a cereja do bolo: “Os Beatles foram invenção socialista para fazer garotas abortarem”.  Repulsa é a palavra mais adequada para definir um sentimento. Termina 2019, por favor!

Gostou? Compartilhe