Projeto da UPF desenvolve triciclo elétrico para cadeirantes

Ainda em fase de desenvolvimento de protótipo, o projeto possui diversas fases, que levarão a criação de um produto com potencial mercadológico

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“Deslocar-se em calçadas danificadas, descer e subir desníveis com facilidade, andar sobre terrenos arenosos e gramados, e sentir-se muito mais ativo e interativo são situações inalcançáveis em cadeiras de rodas convencionais, sejam manuais ou motorizadas”. Com o objetivo de desenvolver um triciclo elétrico voltado para cadeirantes, para que possam realizar os movimentos com conforto e segurança, que professores e acadêmicos dos cursos de Engenharia de Produção e Engenharia Mecânica da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Projeto de Transportes com Energias Alternativas (Protea), vem trabalhando há cerca de quatro anos.  

De acordo com o coordenador do Protea, professor Me. Nilo Alberto Scheidmandel, o projeto visa o desenvolvimento de um veículo de tração motorizado eletricamente para cadeiras de rodas, que será acoplado facilmente na parte frontal de uma cadeira de rodas, de maneira universal, transformando a cadeira de rodas em algo similar à um triciclo elétrico.  

Buscando parcerias

O projeto é liderado pela egressa do curso de Engenharia Mecânica, Caroline Santiano Calli, contando com o apoio do estudante e gerente de projeto, Cezar Leandro Petri, e o acadêmico e analista de mercado, Conraddo Daroit Aversa. O projeto conta com a participação de professores, como o Me. Anderson Hoose. 

Ainda em fase de desenvolvimento de protótipo, o projeto possui diversas fases, que levarão a criação de um produto com potencial mercadológico. Para o desenvolvimento dos protótipos, o projeto busca parceria com empresas e fornecedores que possam fornecer equipamentos e contribuir para o desenvolvimento estratégico do produto. 

Direito de ir e vir

Possibilitar uma melhor qualidade de vida aos cadeirantes, com direito a mais autonomia, para que sejam protagonistas de suas vidas, é o que visa o trabalho dos professores e alunos da UPF, aliando conhecimento teórico e prático para o desenvolvimento do protótipo. “Estamos desenvolvendo projetos integradores. São soluções que buscam atender às necessidades de quem necessita integrar-se à comunidade, possibilitando à todos inclusão, liberdade e autonomia em suas vidas. Além disso, orientamos nossos esforços acadêmicos na interação universidade X comunidade, tornando o aprendizado acadêmico significativo e humano!

Desta forma, incentivamos o compromisso dos envolvidos nos projetos a compartilhar conhecimento, desenvolvendo novas ações sociais em nossa comunidade”, destacou Scheidmandel.

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